O que fazer para ter umas férias mais sustentáveis O que fazer para ter umas férias mais sustentáveis

O que fazer para ter umas férias mais sustentáveis

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Há diversas formas de conhecer o mundo de um modo mais sustentável, a começar pela escolha dos destinos ou pela forma como viajamos…


Publicado em 08-Ago-2023

Viajar dá-nos “mundo”, e certamente que nos ensina a apreciar a sua maravilhosa diversidade − atualmente em risco perante a ameaça das alterações climáticas. Infelizmente o setor do turismo é um dos grandes responsáveis por essas alterações, pelo que se tornou imperioso alterar a forma como fazemos férias. Mas há um lado positivo nesta história, porque com algumas escolhas inteligentes é perfeitamente possível continuar viagem e ainda contribuir para melhorar o planeta. Só precisam de seguir estas dicas:

1. O transporte

O que fazer para ter umas férias mais sustentáveis | Unibanco

Vamos começar pelo início – e pelo mais óbvio. Viajar de avião é mais rápido e conveniente do que de comboio. Por vezes mais barato até. Mas também contribui para produzir e emitir muitos mais óxidos e dióxidos nocivos para o planeta.  Especialmente em voos mais curtos, uma vez que os aviões são muito menos eficientes nas descolagens e aterragens do que quando seguem a altitude e velocidade de cruzeiro.
Considerem trocar o voo por uma cénica viagem sobre carris, o que nem é assim tão difícil dentro da Europa, onde as redes de caminhos de ferro chegam a todo o lado.
Sites como o EcoPassenger permitem comparar as opções de viagem entre destinos, apresentando uma calculadora de emissões para cada transporte. Não funcionará na perfeição para todos os destinos, mas quando funciona percebe-se bem a diferença. Na imagem, um cálculo para uma viagem entre Lisboa e o Porto.

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2. Cruzeiros, os piratas dos mares

O avião não é o pior. Mesmo os navios de cruzeiros mais eficientes emitem três a quatro vezes mais dióxido de carbono, por passageiro, por quilómetro, do que um avião comercial.
A Carnival, a maior operadora de cruzeiros do mundo, emite 10 vezes mais dióxido de enxofre só nas costas europeias do que todos os automóveis nas estradas do continente, segundo se lê num estudo da consultora Transport & Environment. A Royal Caribbean Cruises, a segunda maior, emite quatro vezes mais. Só essas duas empresas emitem 14 vezes mais do que todos os muitos milhões de automóveis europeus.
Quem gosta mesmo de fazer cruzeiros deve optar pelos operadores com pequenos navios e até, preferencialmente, à vela. A oferta, vai descobrir, é enorme.

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3. Compensar as emissões

Tudo o que fazemos, especialmente quando viajamos, deixa uma pegada de carbono. É aqui que a compensação das emissões entra, calculando a quantidade de dióxido de carbono que a viagem irá produzir e planeando uma forma de absorver ou reduzir o carbono equivalente na atmosfera, equilibrando assim a  nossa pegada.
Sites como o FlyGreen não só ajudam a calcular essas emissões, como a encontrar rotas aéreas mais “amigáveis” – porque o mais importante, ainda, é reduzir as emissões. Até porque não existe uma forma exata de fazer esse cálculo e esquemas como plantar árvores, na realidade, só equilibram a pegada quando as árvores atingirem o seu crescimento total, ou seja, daqui por muitos anos. Ainda assim é obviamente preferível fazer essa compensação, que geralmente inclui os projetos de plantação de árvores, ou de apoio a energias renováveis. Uma breve pesquisa pelo Google permite encontrar vários desses projetos, e as próprias companhias de aviação já têm esses esquemas simplificados. A TAP, aliás, foi pioneira dentro da IATA nesta adoção e oferece um dos programas mais certificados, que pode escolher sempre que reservar um bilhete.

4. Escolher um destino

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Lugares como os Açores, a Islândia, Galápagos, Quénia, Tanzânia Zanzibar, Costa Rica ou São Tomé e Príncipe são destinos – apenas alguns − onde o turismo desempenha um papel fundamental na preservação do meio ambiente e no bem-estar das comunidades locais. Outros estão a tentar recuperar ou a braços com desastres naturais, e o nosso dinheiro pode dar uma ajuda preciosa às comunidades locais.

5. Viajar com calma

O que basicamente significa escolher poucos destinos, para ver com tempo, em vez de correr de um lado para o outro só para marcar mais um pin no mapa. Poupa-se em transportes e é mais fácil interagir com as comunidades. Até porque para ser sustentável não basta apenas tentar reduzir a pegada de carbono, é importante também procurar ajudar as comunidades a construir um futuro mais sustentável. Participe em programas locais e tente deixar algo no destino.

6. No destino

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A pé ou de bicicleta são as duas melhores formas de conhecer uma cidade, enquanto se desloca de uma atração para outra. E se a primeira opção é absolutamente grátis, já existem muitas alternativas bastante em conta para a segunda. Quando é necessário apanhar outro meio de transporte, prefira os públicos em alternativa aos privados. É, mais uma vez, uma forma de sentir o pulsar da cidade e dos seus habitantes.

7. Fora de época

Se escolher destinos muito populares, tente, pelo menos, fazê-lo fora dos meses de maior procura, para diminuir a pressão ambiental. Dessa forma consegue também melhores preços e serviços.

8. Usar biodegradável

Protetores solares, champôs ou géis de banho biodegradáveis são a escolha certa para evitar contribuir ainda mais para poluir o país de destino. Isto é válido para quando está em casa, também, mas pelo menos tente cumprir em áreas protegidas.

9. Alojamento

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Sites como o Book Diferent funcionam como qualquer motor de busca de alojamento, mas com ênfase em propriedades preocupadas com a sustentabilidade. Realmente preocupadas, e não apenas apostas em green washing. Independentemente da forma escolhida para fazer a reserva, procure sempre conhecer as políticas ambientais do alojamento, os certificados que possui e até os programas em que está envolvido com as comunidades. Além disso, tome cuidado para:
Não trocar as toalhas todos os dias;
Desligar o ar condicionado (e as luzes) quando não se está no quarto;
Tomar cuidado com a duração dos banhos.

10. Alimentação

Há duas regras para seguir no que toca à alimentação:
Comprar localmente;
Comprar sazonalmente.
Desta forma vamos ajudar os produtores locais, e poupar nas emissões do transporte e/ou da agricultura em estufas. Comprar local implica também evitar as cadeias de fast food (que pouco ou nada consomem local), deixando assim os  nossos euros junto das comunidades.

11. Shopping

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O mesmo é válido para as compras. Evite comprar em grandes cadeias de moda internacionais, iguais em qualquer país. Descubra a moda local, compre nas lojas da terra e, sobretudo, garanta que os souvenirs foram produzidos por artesãos nacionais, e não numa qualquer região remota da China. Não se esqueça também de levar sempre um pequeno saco na bagagem, só para estas compras, pois assim evita contribuir para os sacos de uso único. 
Segundo a Sustainable Travel International, só o setor do turismo é diretamente responsável por 8% das emissões de gases com efeito de estufa, e, portanto, faz evidentemente parte do problema. Mas como se viu também, não é assim tão difícil a cada viajante adotar um conjunto de medidas para que possa também fazer parte da solução − e esta deveria ser uma preocupação fundamental, mesmo de férias Ou melhor, especialmente de férias!

Por C-Studio / Cofina Media

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