Nove passos (mais um) a caminho da sustentabilidade Nove passos (mais um) a caminho da sustentabilidade

Nove passos (mais um) a caminho da sustentabilidade

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O UNIBANCO acaba de lançar um cartão de crédito mais ecológico. Um passo importante a caminho da sustentabilidade, que todos devemos seguir.


Publicado em 14-Jul-2023

Em julho de 1969, o astronauta americano Neil Armstrong proferia a famosa frase “Um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a humanidade”, enquanto o seu pé esquerdo pisava pela primeira vez o solo lunar. Em julho de 2023, estamos todos numa situação semelhante, obrigados a dar pequenos passos a caminho da sustentabilidade, para que a humanidade possa dar um salto gigante na salvação do planeta.

Cidadãos, empresas, Estados e todo o tipo de organizações devem fazer a sua parte, porque se todos agirmos coletivamente o caminho será muito mais fácil e vamos ainda a tempo de evitar que as alterações climáticas estraguem a perfeição deste planeta azul.

Foi o que fez o UNIBANCO, por via da redução da oferta de cartões e pela escolha de materiais mais amigos do ambiente na sua produção. Um passo mais importante do que se julga, uma vez que só em Portugal, e com cartões bancários, produzimos sensivelmente 75 toneladas de resíduos por ano.

Nove passos (mais um) a caminho da sustentabilidade | Unibanco

Como referiu Fernando Carvalho, administrador da UNICRE, “ao centrarmos as principais vantagens UNIBANCO num único cartão, estamos não só a reduzir o volume de cartões, que beneficia tanto os clientes como o ambiente, como a dar um grande passo naquela que queremos que seja a estratégia do negócio da UNICRE no presente e no futuro: mais simples, mais vantagens, mais amiga do ambiente e mais inclusiva.”  Isto porque o novo cartão UNIBANCO apresenta outra inovação, desenvolvida em parceria com a ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal: a identificação e caracteres em braille, permitindo às pessoas com deficiência visual distinguir os vários tipos de cartão por tipo de utilização.

Um pequeno grande passo a caminho da sustentabilidade social e ambiental que todos devemos seguir. Vamos ver outros….  

Comprar menos

Antes de comprar, pense realmente se necessita de mais essa camisa ou se o telemóvel e televisão não aguentam mais um pouco antes de serem trocados. A maior parte das casas no mundo ocidental está cheia de desperdício: roupas que mal se usaram, gadgets de todo o tipo que poucas vezes foram ligados e montanhas de tralha que pouca ou nenhuma utilidade tiveram. Não podemos continuar a cair e repetir os mesmos erros.

Nove passos (mais um) a caminho da sustentabilidade | Unibanco

Comprar melhor

Será enquanto consumidor que a nossa palavra é mais importante. Possivelmente mais até do que enquanto votante. Em praticamente todas as áreas de consumo é possível fazer escolhas mais amigas do ambiente, e é mesmo fundamental que a façamos, até para obrigar as empresas mais relutantes a mudar. Exemplo: fruta da época em vez de qualquer coisa vinda do Chile no supermercado. T-shirts made in Portugal (ou Marrocos ou Espanha, países aqui ao lado), mas não do Bangladesh ou da China… Nas últimas décadas, o mundo ocidental habituou-se a comprar barato, mas esses produtos são quase sempre resultado de mão de obra mal paga, deficientes condições de trabalho e poucas ou nenhumas proteções ambientais. É fundamental alterar este paradigma.

Fora de moda

A indústria têxtil produz, anualmente, 92 milhões de toneladas de desperdícios todos os anos. 92! Que acabam, a esmagadora maioria, em aterros sanitários. A China, com 20 milhões de toneladas, e os EUA, com 17, são os piores. Um crime ambiental que urge acabar, seja evitando esse desperdício seja incorporando-o cada vez mais na produção de novas peças, como algumas marcas estão a fazer. É caso para lhes dar preferência. Ou melhor ainda, escolher em lojas como a Outra Face da Lua, e sites como a Vinted, que apostam em dar uma nova vida às peças de roupa que outros já não usam. Reduzir e Reutilizar, como pode ler mais em baixo.

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Mais verde também à mesa

O setor agrícola é o segundo maior responsável por emissões de gases com efeito de estufa no mundo, apenas ultrapassado pela produção de energia para o setor industrial. Dentro da agricultura, a pecuária é o principal emissor e também uma das principais causas para a desflorestação. A Greenpeace estima que ocupe mais de 75% de todos os terrenos agrícolas, que se fossem destinados ao cultivo de vegetais poderiam alimentar mais 4 mil milhões de pessoas.

Pior, a ONU alerta que 1/3 de toda a produção é desperdiçada, ou seja, atirada fora depois de produzida. Só por si estes desperdícios representam cerca de 8 a 10% das emissões globais de gases com efeito de estufa, o que, dado o estado do mundo, é outro crime ambiental, e sem qualquer utilidade. Parece mais do que evidente que seria importante reduzir o consumo (e em consequência a produção) de carnes, tanto mais que a OMS não se cansa de alertar para os malefícios do consumo excessivo – e a dose recomendada é de apenas 300 g por pessoa, por semana.

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Reduza o lixo

Pense na quantidade de sacos de lixo que produz em casa. Um exagero, não é? E o pior é que não está sozinho, porque segundo a Quercus cada português gera, em média, 1,4 kg de resíduos por dia, valor que nos coloca inclusivamente por cima da média europeia. Não existe milagre ou reciclagem que repare estes danos ao planeta.

E não é difícil aprender os três R para gerir esta situação: Reduzir, Reutilizar, Reciclar. Ou seja, reciclar fica em último lugar, porque antes deve procurar-se reutilizar (frascos para guardar coisas, por exemplo, latas como vasos, etc.) e, antes ainda, procurar parar com este tsunami de lixo. É o mais importante, optando,  por exemplo, por produtos granel e evitando tudo o que estiver demasiado embalado.

Fora com os plásticos

Uma palavra muito especial para os plásticos, nomeadamente os microplásticos, cada vez mais presentes no ar que respiramos e em todos os alimentos que consumimos. É impossível evitar essa degradação a não ser, evidentemente, que se evite a utilização de plásticos.  Em particular os de pior qualidade, de uso único. Esses devem mesmo ser banidos.

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Economize água

Uma necessidade que nenhum português precisa de ser recordado, considerando as secas que têm afetado o país nos últimos anos. É que o planeta Terra tem esta ironia de ser composto maioritariamente (75%) por água, e não terra, mas  apenas 3% da água é doce e, dessa, apenas 1% (ou menos, ultimamente) está acessível. Absolutamente essencial à vida, a água deve ser cuidada como o bem precioso que é, e não escorrer pelo cano.

Poupar energia

Mais uma medida com vantagens óbvias para o planeta e para a carteira, ao final de cada mês. No caso das lâmpadas as vantagens são bem evidentes, uma vez que umas (as LED) oferecem uma eficiência energética acima dos 80% e as outras (incandescentes e halogéneo) inferior a 20%. Por isso produzem tanto calor. A propósito, em Que calor! Como refrescar a casa este verão pode ver uma série de ideias com um custo muito inferior ao de um ar condicionado. O mesmo é válido para todos os eletrodomésticos, por isso opte sempre pelo de melhor grau de eficiência na etiqueta.

Nove passos (mais um) a caminho da sustentabilidade | Unibanco

Andar a pé

A locomoção bípede foi o que começou por nos distinguir dos outros primatas, um momento-chave na origem e evolução humana. Não vamos agora estragar tudo. As duas pernas ainda são o nosso  melhor meio de deslocação, e o exercício é um bónus, assim como a poupança energética em tudo o que é elevador, automóvel, trotinete, autocarro… Quando as distâncias são maiores utilize-as para pedalar, até porque é geralmente mais rápido do que ir de carro, e quando a bicicleta deixa de ser uma opção, os transportes públicos ainda são melhores do que o automóvel particular.  

Recordemo-nos, finalmente, da frase “Não há Planeta B”, porque também é absolutamente verdadeira. Acreditem. Os cientistas andam há anos a tentar encontrar um planeta parecido com o nosso, em todo o universo, e ainda não acharam.

Por C-Studio / Cofina Media

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