Os 10 mandamentos para poupar em 2023 Os 10 mandamentos para poupar em 2023

Os 10 mandamentos para poupar em 2023

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Numa conjuntura económica em que os preços e as taxas de juro apanharam um foguetão para a Lua, ainda é possível realizar algum tipo de poupança em 2023?


Publicado em 05-Jan-2023

Riscos de recessão, incertezas sobre os impactos da guerra na Ucrânia, inflação, escalada de preços, custos energéticos e as consequências das medidas do Banco Central Europeu sobre as taxas de juro… O ano de 2023 não se afigura muito amigo da poupança, e o Banco de Portugal até já avisou que a taxa de poupança das famílias portuguesas deverá cair ao longo do ano. Porquê? Porque vão recorrer a essas mesmas poupanças para fazer face ao aumento do custo de vida, e por aqui se percebe a importância de ter um pé-de-meia guardado. Assim, para que a tarefa de poupar não se torne inglória, estes são os 10 mandamentos para poupar em 2023.

Os 10 mandamentos para poupar em 2023 | Unibanco

1 Elaborar um orçamento

Não será por acaso que a criação de um orçamento surge em quase todas as dicas para começar a poupar. É a ferramenta número um para fazer um retrato mais claro da situação financeira e perceber para onde está a ir o dinheiro. Assim, será mais fácil alterar os hábitos de consumo e fazer os cortes necessários.

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2 Fazer uma grande mudança

Geralmente, um par de despesas apenas responde por uma boa fatia dos gastos. Despesas como o empréstimo da casa ou do carro. Ainda assim, ao procurar cortar, a maioria das pessoas prefere acabar com uma série de pequeninas coisas, esperando que o resultado se traduza depois numa poupança significativa. Mas porque não fazer ao contrário e tentar riscar uma dessas grandes despesas poupando imediatamente um valor relevante? Prescindir de um carro, se for uma opção, ou trocar o automóvel por outro mais pequeno e usado são algumas das hipóteses. Idem com a casa, vendendo a atual e comprando outra mais barata ou trocando uma renda muito onerosa por outra mais em conta. Será uma decisão mais difícil de tomar, é certo, mas o impacto será muito superior e efetivo – ao contrário de fazer uma série de pequenos cortes que serão, provavelmente, impraticáveis a longo prazo.

3 Reduzir os custos de energia

Com tantas incertezas a rodearem os custos energéticos em 2023, a melhor aposta será tomar medidas para reduzir o seu consumo ao longo do ano. Precavendo-se assim de eventuais subidas no preço do gás e eletricidade. Como? A mais importante será isolar melhor a casa, para que não deixe entrar frio no inverno e calor no verão, mas pode seguir todas as nossas dicas para aquecer a casa sem gastar mais por isso, ou os sete segredos para tornar a casa mais aconchegante. Por norma, considera-se que valores a rondar os 19 graus no inverno, ou 24 no verão, são temperaturas de conforto para a maioria das pessoas. Claro que toda a gente tem sensibilidades diferentes, mas estes são valores de referência e tudo o que seja acima, no primeiro caso, ou abaixo, no segundo, implica um aumento da fatura energética.

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4 Renegociar o crédito habitação

Quem contratou um crédito à habitação deve procurar renegociar as condições, por forma a atenuar o impacto da subida nas taxas de juro. Contacte o banco para tentar reduzir o spread, os prémios do seguro de vida (se os tiver contratado nessa instituição), ou alargar o prazo de amortização. Informe-se junto da concorrência para conhecer outras condições e veja este nosso artigo sobre a subida das taxas de juro no crédito à habitação para saber o que ainda pode fazer mais.

5 Antes de poupar, reduzir a dívida

Cada euro gasto numa dívida é dinheiro que não pode ser poupado, por isso, procure primeiro libertar-se desse ónus. Afinal, de que adianta poupar se as poupanças terão sempre uma taxa de juro inferior à das dívidas. Não nos referimos obviamente a créditos como o da habitação, naturalmente, mas a pequenos créditos pessoais e dívidas nos cartões de crédito. Na impossibilidade de pagar tudo de uma vez, análise a opção de criar um crédito consolidado – juntando essas dívidas numa só e, provavelmente, condições mais vantajosas ou, pelo menos, uma mensalidade mais reduzida. Na página do crédito consolidado UNIBANCO, pode fazer uma simulação e perceber melhor as vantagens no seu caso.

6 A poupança é mais um encargo

Não deixe para amanhã aquilo que pode fazer hoje. Ou seja, não deixe para o final do mês a decisão de poupar com base naquilo que sobrou, porque deste modo, provavelmente, não vai poupar nada. Assim que receber o salário ponha imediatamente de lado o valor previamente decidido e repita a operação todos os meses. Melhor ainda, crie uma transferência automática.  

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7 Deslocações para o trabalho

Com os custos de combustível em níveis estratosféricos, considere simplesmente trocar a viatura própria pela utilização de transportes públicos. Será uma poupança significativa, sobretudo se tirar o passe numa das grandes zonas metropolitanas. Caso as zonas de habitação e trabalho não estejam ligadas por uma rede de transporte funcional, tente encontrar colegas disponíveis para fazer carpooling, ou seja, para dividir a viagem, o automóvel, e as despesas. Sempre que possível – e se possível –, procure fazer teletrabalho, em que não só evita as deslocações, mas também provavelmente outras despesas como a alimentação.

8 Poupar com as compras

Não se trata exatamente de consumir de forma mais rigorosa – o que deve obviamente fazer −, mas aproveitar uma funcionalidade oferecida pelo cartão UNIBANCO, que adiciona um Mealheiro Bónus à conta do cartão. Assim, sempre que fizer uma compra será transferido 5% desse valor para um mealheiro digital. Provavelmente, nem sentirá muito a sua falta, pois são apenas cinco cêntimos por cada euro gasto, mas no final do ano ser-lhe-ão devolvidos (grão a grão…) com um bónus de mais 1,5%. O valor acumulado pode ser facilmente consultado na app UNIBANCO.

9 Diversificar as poupanças

Procure diversificar as poupanças por diferentes instituições e produtos, para não ficar totalmente exposto caso surja algum problema. O ditado bem nos avisa para não colocarmos todos os ovos no mesmo cesto. Idealmente, não aplique em cada instituição financeira mais do que o montante definido no Fundo de Garantia de Depósitos e no Sistema de Indemnização aos Investidores, ou seja, 100 mil e 25 mil euros, respetivamente.

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10 A inflação é a referência

Se as poupanças valorizaram menos do que a taxa de inflação, isso significa que na realidade não se está a poupar, mas a perder dinheiro − uma vez que o seu valor diminuiu. Um problema sobretudo a longo prazo, razão pela qual se deve procurar produtos de investimento que ofereçam um rendimento superior ao da inflação ou, pelo menos, o mais perto possível, uma vez que atualmente isso é tarefa quase inglória. Essencialmente, é importante fugir de contas-poupança que oferecem uma falsa sensação de segurança, pois com o rendimento tão baixo está-se, efetivamente, a perder dinheiro.

Por C-Studio / Cofina Media

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