Como fugir à subida na conta do gás Como fugir à subida na conta do gás

Como fugir à subida na conta do gás

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A subida no preço do gás era inevitável, mas há diversas formas de evitar que isso se reflita na sua conta. E nem todas dependem das medidas do Governo.


Publicado em 19-Set-2022

O aumento da procura mundial e a guerra na Ucrânia criaram um desfecho inevitável: o aumento de preços do gás. Ainda assim, a dimensão do aumento em Portugal, que em certos casos pode chegar aos 150%, apanhou muitas famílias desprevenidas e a fazerem contas para perceber como acomodar mais essa subida − no meio de tantas outras.

Felizmente, existem algumas grandes ações e uma série de pequenos gestos que todos podem fazer para procurar diminuir esse impacto, seja celebrando novos contratos com os comercializadores, seja colocando uma tampa na panela ao lume…

Como fugir à subida na conta do gás | Unibanco

Mudar para o mercado regulado

A subida no preço do gás definida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) é de 3,9%. Muito longe dos 150% anunciados por alguns dos comercializadores, pelo que esta será, certamente, a primeira e mais importante medida a tomar. Atualmente, mais de 97% dos consumidores estão no mercado livre, segundo dados da própria ERSE, depois de anos a serem aconselhados a fazer isso mesmo. Foi por esse motivo, também, que o Governo decidiu levantar as restrições que impediam essa mudança, e agora todos os consumidores podem trocar para o mercado regulado − desde que o seu consumo não ultrapasse os 10.000 m3. Sem inspeções ou declaração de inspeção válida, embora possam existir penalizações caso haja um contrato com um período de fidelização em vigor. A legislação, que entrou em vigor no dia 7 de setembro de 2022, obriga ainda os Comercializadores de Último Recurso (CUR) a disponibilizarem nos seus sites meios de contratação eletrónica no prazo máximo de 45 dias.

A poupança, face aos aumentos previstos, parece evidente, mas a ERSE continua a recomendar que se utilizem os seus simuladores, uma vez que mesmo nesta situação é possível escolher entre diferentes Comercializadores de Último Recurso.

Como poupar gás em casa

Além dessa mudança, é cada vez mais importante procurar reduzir custos e consumos, até porque está em vigor o plano para a redução coletiva de 15% do consumo (pelo menos 7% em Portugal) proposto pela União Europeia. Assim, vamos descobrir onde e como se pode poupar gás em casa. Divisão por divisão.

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Na cozinha
Escolha sempre um bico adequado ao tamanho do tacho. Não é por escolher o maior que vai cozinhar mais depressa.
Coloque sempre as tampas nos tachos durante a confeção. Conserva mais calor e faz com que o conteúdo ferva mais depressa.
Corte os legumes em pequenos pedaços para ser mais rápido.
Procure usar apenas a água necessária para a cozedura. Água a mais só obriga a mais tempo ao lume.
Quando começar a ferver pode (e deve) reduzir a intensidade da chama. E um pouco antes do final pode mesmo desligar o gás e aproveitar o calor acumulado.

Na casa de banho
Reduza a temperatura do esquentador ou da caldeira. É mais eficiente do que ficar muito quente e depois temperá-la com água fria. Um gasto dispensável de dois recursos escassos.
Tome sempre um duche rápido. É muito mais eficiente do que um banho de imersão, mas, atenção, pois quem tem por hábito tomar duches muito prolongados pode estar numa situação em que seria preferível tomar um banho de imersão. Por princípio, quanto mais rápido, melhor, mas não ultrapasse os 10 minutos.
Desligue a água enquanto se estiver a ensaboar. É o equivalente a desligar a água enquanto está a lavar os dentes, porque com as mãos cheias de champô ou de sabão a água só está a ser desperdiçada. 

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No resto da casa
Ter as portas e as janelas bem isoladas. Não vale a pena consumir gás (ou eletricidade, é igual) num sistema de aquecimento para depois deixar escapar esse calor para a rua. A ideia é reter o calor dentro de casa.
Não aqueça demasiado. Não vale a pena criar um forno em casa, com todo o consumo a que isso obriga, até porque nem sequer é saudável face à diferença de temperatura na rua. Manter a temperatura a rondar os 20/21°C é mais do que suficiente. E quem ainda assim tiver frio pode usar uma manta, que não consome combustível.
Não climatize divisões “desertas”. A lógica é a mesma de desligar as luzes, porque se determinada divisão vai estar maioritariamente vazia durante um bom período, não vale a pena aquecer.

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Por C-Studio / Cofina Media

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