12 cadeiras icónicas para decorar a casa 12 cadeiras icónicas para decorar a casa

12 cadeiras icónicas para decorar a casa

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As cadeiras mais famosas do mundo tanto podem estar expostas num museu como a decorar a sua sala. São peças lindas, confortáveis, que nunca vão sair de moda.


Publicado em 22-Ago-2023

Uma cadeira serve para sentar, poderia dizer-se com a maior das evidências. Descansar e relaxar. No entanto, uma cadeira é muito mais do que isso, é um objeto de design que mexe com os nossos sentidos como provavelmente nenhuma outra peça de mobiliário. Quer dizer… podemos adorar um sofá ou uma mesa, mas nenhum terá o mesmo efeito de um belo cadeirão na sala.

Ao longo da história, a humanidade criou inúmeras cadeiras, da mais simples pedra, com uma pele de animal por cima para acrescentar conforto, ao trono mais imponente, mas foi sobretudo durante o século passado que surgiram os modelos de design que continuamos a admirar e amar. São objetos que nunca saem de moda. Porque essa é a grande característica de uma cadeira icónica: sobreviver ao teste do tempo, e continuar tão atual hoje, como quando foi desenhada.

Muito provavelmente até já as viu nalgum lugar, e possivelmente nem sequer eram as originais, já que com a massificação do design várias marcas de mobiliário criaram réplicas mais ou menos parecidas, que custam uma fração do preço, embora, obviamente, sem a mesma qualidade. Cada qual faz a escolha que fizer mais sentido – a verdade é que muitos destes modelos podem ser realmente dispendiosos −, mas aqui só vamos contar a história das originais. Até porque conhecendo as verdadeiras poderá ser muito mais fácil reconhecer as cópias….

Eames Lounge Chair, Charles e Ray Eames – 1956

12 cadeiras icónicas para decorar a casa | Unibanco

Mais do que marido e mulher, Charles e Ray Eames formaram uma dupla criativa que marcou para sempre a história do design, sendo que este cadeirão se converteu num dos desenhos mais famosos do casal. Designers, mas também arquitetos, cineastas e até fotógrafos, os Eames ficaram especialmente conhecidos pela forma como influenciaram a história do mobiliário moderno e o início da produção em massa. Com a Lounge Chair, pretendiam criar uma versão atualizada, dos grandes cadeirões dos clubes britânicos, mais elegante e moderna, mas sem perder caraterísticas de conforto, qualidade dos materiais e de mão de obra. A cadeira tem como complemento um otomano a condizer. Consagrada como peça de arte, faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna (MOMA) de Nova Iorque, mas também no catálogo da Vitra, que produz os desenhos Eames na Europa.

Side Chair, Charles e Ray Eames – 1950

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Os Eames davam seguramente muita importância ao lugar onde se sentavam, porque não há dúvida de que criaram bem mais do que uma peça icónica. Sendo que a Side Chair (ou Armchair, na versão com braços) é bem capaz de ser a cadeira mais copiada do mundo. Algo que, se pensarmos bem, acaba por ser um elogio.  Desenhada em 1950, em fibra de vidro, recebeu rapidamente versões em plástico e muitas cores e variantes diferentes. É o caso da versão em malha de alumínio, e pés que podem ser em madeira ou metal ‘Torre Eiffel’, o que altera radicalmente o aspeto da cadeira.

Cadeirão 62, Olaio − 1962

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Desenhado por José Espinho para a Olaio, em 1962, este cadeirão tornou-se rapidamente num dos melhores exemplos do design industrial português – e dos mais procurados para os grandes projetos de arquitetura de então. José Espinho foi um dos pioneiros do design industrial nacional, e apesar de ser ainda relativamente desconhecido do grande público tem uma obra vastíssima também na arquitetura de interiores. Hoje estes cadeirões Olaio vintage atingem preços elevadíssimos, embora possam continuar a ser comprados novos na marca, em madeira de Freixo, Carvalho, Freijó ou Nogueira, e com o estofo à escolha do cliente.

Thonet 209, Thonet – 1900

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Mesmo no virar do século XX, os irmãos Thonet apresentaram a 209, uma cadeira em madeira curva, considerada imediatamente como a máxima expressão do modernismo. Le Corbusier ficou tão impressionado que a incluiu em todos os seus projetos principais.  Na realidade, a cadeira foi uma derivação da 214, criada uns anos antes pelo pai dos irmãos, Michael Thonet, que tinha desenvolvido o processo de curvar e dar forma à madeira utilizando vapor. A 209 tinha um desenho mais aberto e confortável do que a 214, e por isso conquistou todos os modernistas – até hoje.

Breuer B32/Cesca, Marcel Breuer −  1928

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O arquiteto húngaro Marcel Breuer era um confesso admirador dos móveis em aço tubular − e já tinha inclusivamente criado uma cadeira famosa utilizando esse material, a Wassily −, mas desta vez resolveu juntar o aço à madeira curvada que estava tanto na moda, e o resultado tornou-se rapidamente num sucesso nas mesas de jantar por essa Europa fora. Conhecida como Cesca, em hora da sua filha, ou como B32 (ficou com essa dupla designação) tinha uma construção em cantiléver (sustentada apenas num dos pilares), o que a tornava (torna) especialmente confortável. A cadeira foi produzida pelos próprios irmãos Thonet até 1968, quando a Knoll assumiu a produção.

Cadeira Portuguesa, Adico − 1930

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A cadeira portuguesa é design urbano na sua melhor expressão. Lançada nos anos 1930, foi beber todas as influências mais modernistas da época – Bauhaus, Marcel Breuer, Mies van der Rohe… Nenhum português lhe fica indiferente. Infelizmente não se sabe quem é o autor, ou sequer se tem, mas sabe-se que os primeiros exemplares terão surgido na década de 1930, nas esplanadas de Lisboa, e já fabricada pela Adico, que ainda hoje a fabrica. Ao longo dos anos foi ganhando novas versões, sendo a do metalúrgico Gonçalo Rodrigues dos Santos, nos anos 1950, uma das mais famosas. Outras marcas já desenvolveram entretanto versões premium, totalmente em madeira. Da esplanada para o interior.

Cadeira Egg, Arne Jacobsen − 1958

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Arne Jacobsen foi um dos nomes maiores do chamado ‘design escandinavo’, e desenhou este cadeirão, originalmente, para o Royal Hotel da SAS, em Copenhaga. Trata-se de um modelo de linhas muito fluidas e suaves, extremamente confortável e que permite criar um espaço de privacidade onde quer que se esteja − protegidos dentro da “casca”. Isto é válido para um hotel, mas também dentro de nossas casas. Basta girar o cadeirão.

Cadeira Tulipa, Eero Saarinen − 1955

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Eero Saarinen foi também um dos mais reputados designers e arquitetos modernistas nos Estados Unidos, ativo especialmente no período pós Segunda Guerra Mundial. A questão é que sempre lhe incomodou a “confusão de pernas debaixo da mesa,”, como admitiu. A Tulipa – modelo que se mantinha sólida assente num único pé −, foi a sua forma de resolver o problema e, assim, ofereceu-nos uma das cadeiras mais fluidas e ‘naturais’ do mundo.

Panton Chair, Verner Panton − 1959

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Desenhada pelo dinamarquês Verner Panton, em 1959, representava na perfeição a época que se estava a viver, com um design futurista, nunca visto, e cores muito fortes. Será uma maravilha do design a forma como Panton conseguiu criar este molde de linhas tão leves e suaves, mas aos mesmo tempo tão absolutamente resistente. Terá sido isso a explicar que projeto só tenha ganho vida em 1968, mas desde então não só venceu diversos prémios internacionais de design, como conta com muitos museus na sua lista de fãs. E continua disponível nas cores mais vivas e brilhantes, mas também já em tons neutros e mais discretos.

Grand Confort, Le Corbusier – 1928

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A Grand Confort é, como o próprio Le Corbusier admitiu, basicamente “um cesto de almofadas”. Uma estrutura aberta, cromada e modular que, passados todos estes anos, continua a simbolizar na perfeição o espírito modernista.

Wishbone/CH24, Hans Wegner − 1949

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Na década de 1940, o jovem Hans Wegner estava a dar os primeiros passos, fundindo o design nórdico com a estética minimalista da dinastia Ming chinesa. Uma ideia inusitada para a época, assim como a inclusão de papel de corda (uma invenção sueca durante a guerra, para contornar a escassez de sisal), para substituir a palhinha nos assentos. A Carl Hansen deu-lhe uma oportunidade e o resultado foi esta CH24, muito minimalista e que vinha competir diretamente com as omnipresentes Thonet.

Papa Bear PP 19, Hans Wegner − 1951

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Hans Wegner foi por vezes chamado de “Rei das Cadeiras” pela quantidade de sofás, cadeiras e cadeirões que criou. Não menos importante que a Whisbone, é esta Papa Bear, apresentada dois anos mais tarde e assim chamada pela sensação de ser envolvido por duas grandes patas de urso ao sentar-se. Sem dúvida um dos modelos mais confortáveis de sempre.

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Por C-Studio / Cofina Media

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