Para onde gostávamos de viajar em 2021 Para onde gostávamos de viajar em 2021

Para onde gostávamos de viajar em 2021

Para onde gostávamos de viajar em 2021

Em pleno confinamento podemos sempre sonhar com férias e lugares paradisíacos, e até talvez, porque não, começar já a planear a próxima viagem. Vamos acreditar que ainda será este ano.


Publicado em 28-Jan-2021

Pode parecer estranho falar-se em viagens quando Portugal – e o resto mundo – confinam. Mas nestas coisas da pandemia nunca se sabe muito bem como será o mês de amanhã (ou daqui por três ou quatro) e este ainda é, afinal, o ano em que prometem a tão aguardada imunidade de grupo.

Além disso, vamos para um ano seguido de restrições e precisamos todos desesperadamente de arejar um pouco. É só uma questão de aguentar mais este embate e procurar defender o melhor possível as nossas famílias, amigos e vizinhos, o SNS e a saúde da economia. No fundo fazer o nosso papel e, no final, acreditar que “vai ficar tudo bem.”

Pelo sim, pelo não, na lista que se segue decidimos incluir apenas lugares perto de casa, como as nossas ilhas, ou noutros pontos da União Europeia. Não vá o diabo fazer das suas e assim temos alguma facilidade – e segurança – em conseguir lidar com quaisquer problemas que possam surgir.

Açores

Vamos começar por uma das nossas joias do Atlântico, os Açores (e se calhar terminamos com a outra…). O arquipélago é, provavelmente, o lugar mais místico de todo o território, rodeado pelo azul profundo do mar e o verde da sua natureza luxuriante. Um lugar de rara beleza (e sustentável) em qualquer parte do mundo, com as suas nove ilhas principais, fajãs, picos e crateras, fontes termais e paraísos de surf, whale watching e spots de mergulho. A ação centra-se sobretudo na ilha capital, São Miguel, onde não faltam excelentes opções de alojamento, como o Santa Bárbara Eco-Beach Resort ou o Furnas Boutique Hotel, e a gastronomia é obviamente uma referência nacional. Sugerimos, no entanto, que se aventure também à descoberta das outras ilhas, cada uma com o seu ponto forte, mas se precisar de inspiração, volte a ler Açores, um mundo novo para (re)descobrir.

Helsínquia, Finlândia

Quando se fala em turismo no norte da Europa, a Finlândia costuma ser relegada do topo da lista pelos seus vizinhos mais a sul. A Aldeia do Pai Natal obviamente que não, e os encantos selvagens da Lapónia também têm muitos defensores, mas Helsínquia acaba sempre por ser preterida a favor do design de Copenhaga, ou do charme nórdico de Estocolmo. Este panorama tem vindo a mudar nos últimos anos, e os finlandeses a descobrirem os prazeres da gastronomia, com uma série de novos restaurantes de comida internacional ao nível das maiores metrópoles, e regional, como se se pode experimentar aqui. Investiram seriamente em arquitetura também – tanto que a cidade será Capital Mundial do Design em 2022 – e na na cultura, com uma série de novos museus, galerias e teatros espalhados ao longo da costa e ilhotas no mar báltico. Uma cidade perfeita para explorar nos seus intermináveis dias de Verão.

Salento, Itália

Localizada em pleno salto da bota, Salento, é capaz de ser o segredo mais bem guardado da Itália.  As águas são azuis como nas caraíbas, e a temperatura não é diferente. Falta-lhe as longas praias de areia branca, é certo, mas as falésias, rochas e grutas que pontuam toda a costa compensam, cenicamente, essa falta de conforto.  Entre Brindisi e Santa Maria di Leuca, passando por Lecce e Otranto, toda a costa adriática está repleta de lugares mágicos, para explorar e até nadar, como na lindíssima e inspirada Grotta dela Poesia. Ou fotografar: smartphones a postos para vários momentos instagramáveis!
Há um lado de aventura nestas férias italianas, passadas idealmente ao volante de um 500cc ou de Alfa vintage, descendo calmamente a costa, passeando por entre extensos olivais e parando sempre que a fome aperta num dos saborosos restaurantes de gastronomia local, como A Casa Tu Martinu, em Taviano, ou no Lo Scalo, em Marina di Novaglie. A terra é quente e ocre e os muitos séculos de ocupação grega ainda são bem evidentes.

Eslovénia

A culpa é dos seus vizinhos mais famosos (Itália, Áustria, Croácia…) que lhe roubaram o merecido protagonismo, mas é por isso, também, que ainda hoje a Eslovénia preserva um encanto tão natural. É literalmente um país verde, com metade da superfície coberta por extensas florestas, aqui e ali entrecortadas por rios turquesa ou montanhas cobertas de neve, por lagos e glaciares. Tem, de facto, uma beleza postal e estende-se até às margens do mediterrâneo.
O clima e o relevo garantem que há sempre algo para ver e fazer o ano inteiro, sejam desportos de inverno, trekking na floresta ou montanha, rafting nos rios ou simplesmente relaxar junto ao mar. Por vezes toda esta beleza natural fica ainda mais bonita com a ajuda humana, como no lago Bled, onde uma catedral e um castelo medieval construídos numa pitoresca ilhota engradecem ainda mais o cenário.  Em Sevnica, terra natal de Melania, existe uma estátua da ex-primeira dama dos Estados Unidos, mas é para a capital, Liubliana, que deve seguir, para observar as fachadas de estilo barroco que se misturam com a arquitetura Art Déco do início do século XX. Ou então rumar em direção ao mediterrâneo, onde os edifícios das cidades costeiras fazem lembrar um pouco a vizinha Veneza.

Chania, Creta

Creta, a maior das ilhas gregas, “o berço da civilização”, como os locais gostam de lhe chamar, esconde muitos segredos – ou melhor, revela-os. É um destino de eleição no verão, sobretudo para quem não se contenta em ficar o dia estendido na toalha a torrar ao sol. Por aqui há de tudo: praias incríveis, bem entendido, e muitas outras atividades ao ar livre. Uma oferta cultural ampla, com museus e site arqueológicos dignos de uma das grandes civilizações da antiguidade, mais uma cena gastronómica excecional. Creta oferece tudo isso, especialmente para quem ruma à costa noroeste e a Chania, a segunda cidade mais importante, depois de Heraclião. É uma cidade pitoresca, com as suas ruelas em pedra que nascem no velho porto e avançam cidade dentro como uma trepadeira, sem qualquer organização evidente. É o local certo para experimentar a gastronomia local, seja num dos muitos e agradáveis cafés ao longo do porto, seja nos sofisticados restaurantes que oferece, e onde é notória a influência de todos os povos que por aqui passaram.

Madeira

Também é justo pensar: ‘E porquê viajar para qualquer outro lado quando podemos ter tudo isso aqui mesmo em Portugal?’ Praia, cultura, gastronomia? Para isso apanhamos o avião para as duas pequenas pérolas do Atlântico, mais perto da costa Africana. Das praias de areia branca intermináveis de Porto Santo, aos spots secretos de surf da ilha principal. Das incríveis levadas e veredas para fazer a pé, aos carros de cesto para descer a toda a velocidade. Jardins, quintas e adegas onde se pode provar o vinho com que Thomas Jefferson, Benjamin Franklin e George Washington brindaram à Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Ou que Napoleão levou no exílio para Santa Helena. Imprescindível provar ainda a famosa poncha, e não faltam restaurantes onde saborear a riquíssima gastronomia da ilha – dos estrelas Michelin do Funchal às pequenas tascas do interior.
Não há nada para sentir inveja de outros países, nem sequer  da estátua de Melania Trump na Eslovénia, porque aqui na Madeira temos o busto do nosso Cristiano. Muito mais importante.

Por C-Studio / Cofina Media