Os jardins mais bonitos de Portugal Os jardins mais bonitos de Portugal

Os jardins mais bonitos de Portugal

Os jardins mais bonitos de Portugal

Como país à beira-mar plantado, Portugal tem muitos e bonitos parques e jardins que merecem a nossa visita. Venha descobrir 10, de norte a sul, continente e ilhas.


Publicado em 21-Set-2020

De norte a sul do continente, passando obviamente pelas ilhas, aqui ficam – sem qualquer organização geográfica, ou escala de preferência – 10 jardins que todos os portugueses deveriam conhecer. Existem muitos mais, naturalmente, mas conhecer estes 10 já seria uma enorme conquista. E se algum estiver perto de casa, então não tem desculpa.

Mata do Bom Jesus de Braga

Há mata e há jardins, fontes e zonas de merenda, um grande lago, grutas, árvores frondosas e uma vegetação luxuriante. Fica bem lá no alto, rodeando o principal monumento de Braga e, para lá chegar, já sabe: ou apanha o funicular, que tem a particularidade de ser o mais antigo do mundo ainda em funcionamento, ou sobe a pé as centenas e centenas de degraus – o que é bem capaz de deixar sem forças para mais caminhadas a explorar este enorme espaço verde.

Jardim botânico da Madeira

Diz-se que toda a Madeira é um jardim, e provavelmente com razão, mas mesmo numa ilha luxuriante existem espaços que merecem destaque. É o caso do Jardim Botânico da Madeira, na Quinta do Bom Sucesso, a antiga quinta do escocês William Reid, que viria a fundar o famoso hotel com o mesmo nome. Começou por ser o jardim privado da família, mas está hoje sob gestão pública e, em quase 80.000 m², alberga uma fascinante coleção de espécies provenientes dos quatro cantos do mundo, bem como o Museu de História Natural, e vistas magníficas sobre a cidade do Funchal.

Jardim do Monte Palace, Madeira

Partindo do Jardim Botânico, nada como apanhar o teleférico para o Jardim do Monte Palace, viagem cénica de 10 minutos para desfrutar das vistas para a baía do Funchal. O Monte Palace foi, no século XVIII, um luxuoso hotel, mas hoje os hóspedes são cisnes brancos e negros, pavões, ou carpas Koi. Para além de uma vegetação exuberante e várias espécies exóticas, algumas das quais raras o suficiente para ser frequente a visita de especialistas internacionais, sobretudo para estudar as Cicas, descritas e como “fósseis vivos” e das quais alberga uma das maiores coleções mundiais. Arquitetonicamente é lindíssimo.  

Serralves, Porto

Na Invicta, a Fundação de Serralves é obviamente um nome incontornável. Mas entre os dois principais polos de atração – o Museu de Arte Contemporânea e a Casa de Serralves (exemplar único da arquitetura Art Déco), ficam os 18 hectares de parque e jardim que tudo une. Prepare-se para uma viagem no tempo, pois os jardins da Casa estão datados do início do século passado, ao passo que o parque que rodeia o museu é bem mais modernista, e a distinção por demais evidente. Além disso, nunca se sabe quando seremos surpreendidos com as instalações do museu no jardim.

Quinta das Lágrimas, Coimbra

A Quinta das Lágrimas! Cenário ilustre dos amores entre Pedro e Inês e amplamente visitado pelas principais figuras da história europeia. Sobretudo à volta dos dois ex-libris, a Fonte dos Amores e a Fonte das Lágrimas. Claro que quando D. Pedro e D. Inês de Castro ali se encontravam nenhum destes nomes existia: a quinta era uma coutada real, de seu nome Pombal e a Fonte das Lágrimas era “apenas” um canal que a Rainha Santa Isabel mandara construir para levar água ao Convento de Santa Clara. Foi Luis Vaz de Camões, nos Lusíadas, quem começou por lhes trocar os nomes. Hoje os jardins estendem-se por 18 bucólicos e bem cuidados hectares, integrados num hotel de luxo, mas abertos ao público, felizmente.

Jardins do Palácio Vila Flor, Guimarães

Na cidade-berço, vale bem a pena visitar os jardins do Palácio e Centro Cultural Vila Flor. Dispostos em patamares, estes jardins suspensos oferecem uma vista privilegiada para a cidade de Guimarães, até porque estão ligeiramente afastados do centro. Originalmente faziam parte da casa apalaçada do século XVII e ainda hoje representam, na perfeição, os jardins senhoriais desse tempo. Os jardins albergam ainda uma importante coleção de camélias, essa rainha entre as flores.

Bacalhôa Buddha Eden, Bombarral

As surpresas surgem onde menos se espera, e é no Bombarral que vamos encontrar o maior jardim oriental da Europa: o impressionante Bacalhôa Buddha Eden.

São cerca de 35 hectares, onde somos recebidos por dois extraordinários budas dourados e depois das boas-vindas é possível deambular calmamente entre pagodes, dragões esculpidos que se erguem da água ou entre os cerca de 600 soldados de terracota pintados à mão. Mas não é tudo, porque no Jardim da Escultura Moderna e Contemporânea podemos passear por peças da Coleção Berardo, que se vão renovando frequentemente para proporcionar experiências novas.

Jardim botânico Tropical, Lisboa

A maioria das pessoas ruma a Belém para comer pasteis, visitar os Jerónimos ou assistir a um espetáculo no CCB, mas o Jardim Botânico Tropical, criado em 1906, devia figurar no topo dessa lista, pois alberga cerca de 600 espécies originárias de todo mundo tropical e subtropical – muitas em risco de extinção ou já extintas até no seu habitat natural. O jardim foi recentemente alvo de obras de reabilitação e intervenção paisagística, pelo que está de cara lavada. Existe agora uma app, que pode descarregar aqui, que permite ter uma experiência de visita muito mais imersiva ao longo dos espaços e épocas do jardim.

Parque da Terra Nostra, Açores

Era uma vez um jardim, no meio de uma cratera, com um lago termal. A história podia começar assim, pois foi só com o interessente pelas fontes termais que esta zona do vale das furnas despertou algum interesse, e este lago estava bem no centro de toda essa atividade. O parque Terra Nostra existe assim há cerca de 200 anos, para tomar um banho retemperante e passear por entre uma enorme variedade de espécies provenientes dos quatro cantos do globo, como os  Rhododendrons da Malásia, com exemplares em tons branco, laranja, rosa, salmão e vermelho, a coleção de Camélias, com mais de 600 exemplares, mas também o  Jardim da Flora Endémica e Nativa dos Açores, uma espécie de arquipélago em versão condensada.

Mata Nacional do Buçaco, Mealhada

A Mata Nacional do Bussaco (na ortografia antiga) ocupa 105 hectares – e é de um valor patrimonial incrível. Desde logo por albergar uma das maiores coleções de árvores e arbustos da Europa, mas também pelo seu riquíssimo património histórico, com as ermidas que evocam os Passos da Via Sacra, ou o Museu Militar do Buçaco onde, se bem se recordam, foi travada uma importante batalha para repelir as Invasões Francesas. Quem quiser pernoitar tem à sua disposição o lindíssimo Palace Hotel, mas também as Casas do Bussaco, as antigas casas dos guardas florestais que a Fundação está a requalificar como alojamento. Em plena natureza.

Por C-Studio / Cofina Media