Dicas para marcar férias em tempo de Covid 19 Dicas para marcar férias em tempo de Covid 19

Dicas para marcar férias em tempo de Covid 19

Dicas para marcar férias em tempo de Covid 19

O contexto atual obriga a cuidados redobrados na hora de marcar férias. Cá dentro ou lá fora, descubra como se proteger.


Publicado em 23-Jul-2020

Dizem-nos que este é o ano de ir para fora cá dentro, mas nem toda a gente está convencida disso. Muitos anseiam desesperadamente receber turistas vindos de qualquer outro lado – afinal, o setor representa 15% da nossa economia – e há muitos portugueses ainda com vontade de viajar para qualquer lado longe daqui.

Mesmo para quem permanece em Portugal (sem dúvida a esmagadora maioria) o processo não está isento de riscos e diferenças relativamente aos anos anteriores. Por exemplo, quem viajar para as Açores terá de realizar um teste de despistagem ao Covid-19 nas 72 horas anteriores à chegada ao arquipélago. E o resultado tem de ser negativo, bem entendido. A sua não realização implica fazer o mesmo logo no desembarque, com a agravante de ficarem obrigados a permanecer em isolamento até à chegada do resultado.

Dicas para marcar férias em tempo de Covid 19 | Unibanco

A boa notícia é que com o governo dos Açores paga o teste a quem tiver comprado um bilhete de avião. Na Madeira o processo é em tudo semelhante, com a diferença deste governo regional não obrigar ao isolamento até à chegada dos resultados.

 Independentemente das restrições impostas pelo país de destino, os portugueses que viajarem para o estrangeiro poderão ter a mesma necessidade ao regressarem a Portugal: os cidadãos estrangeiros ou sem residência oficial não poderão sequer embarcar sem esse teste e os nacionais serão “de imediato encaminhados pelas autoridades de segurança competentes para a realização do referido teste a expensas próprias”. Mas atenção, porque os exames serão obrigatórios apenas para os “países ou regiões de risco epidemiológico definidos periodicamente pela Direção-Geral da Saúde”, como se pode ler na portaria. Para já incluem todos os “países de expressão oficial portuguesa e Estados Unidos.”

Um bom link para seguir estas – e outras – restrições nas viagens entre países será a página da Associação internacional de Transporte Aéreo.

Portanto, já sabe, antes de escolher o próximo destino paradisíaco é fundamental fazer uma correta avaliação da situação epidemiológica, da cobertura de cuidados de saúde, qualidade e preço.

Será igualmente vital evitar países com ligações complexas a Portugal, pois o governo já avisou que não serão mais montadas operações de repatriamento como as que se fizeram no início da pandemia. Quem partir fá-lo por sua conta e risco. Ou seja, esqueça os destinos verdadeiramente paradisíacos, e opte por países com ligações frequentes a Portugal, e com uma boa cobertura da rede consular, para ter o melhor apoio possível em caso de necessidade.

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Antes de por o pé num aeroporto, ou num hotel, informe-se muito bem das políticas de cancelamento das viagens junto dos operadores (companhia aérea, hotéis ou agências de viagem). Por exemplo, a TAP tem atualmente em vigor uma política de reservas flexíveis (até ao fim do mês) em que os bilhetes com viagem até 31 de outubro de 2020 têm uma alteração gratuita na reserva e um desconto adicional de 15 ou 50 euros para aplicar na diferença tarifária (se existir). Em alternativa, pode optar pelo reembolso em voucher, com uma oferta de 20% do valor, possibilidade disponível até 31 de agosto de 2020.

Não será irracional esperar que ocorram situações que obriguem à alteração da viagem ou mesmo ao seu cancelamento de um dia para o outro, pelo que é fundamental encontrar as melhores políticas ou promoções neste capítulo. As regras definidas pela União Europeia esclarecem que quem pretender ser ressarcido dos valores já pagos em dinheiro poderá sempre faze-lo… desde que não se importe de esperar pelo próximo ano. Para Bruxelas os operadores podem perfeitamente propor vales que devem ser transmissíveis a outra pessoa, ter um período de validade mínimo de 12 meses e ainda serem reembolsáveis caso não tenham sido utilizados decorrido um ano.

Já no aeroporto convém ainda perceber exatamente o que mudou e que protocolos estão em vigor. Por exemplo, certos aeroportos trocaram as regras para a alimentação e bebidas, e companhias aéreas permitem levar muito mais do que os 100 ml de líquido no caso dos géis desinfetantes. Já se sabe que o uso de máscara é obrigatório durante todo o voo, tal como será nas zonas comuns dos hotéis cá no burgo. Felizmente criámos o selo Clean&Safe, o que nos dá algumas garantias de segurança para viajar dentro de Portugal.

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Ventozelo Hotel & Quinta, no Douro

Já quem preferir alugar uma casa particular terá, pelo menos, a vantagem da privacidade e isolamento, embora perca essa garantia do Turismo de Portugal. Uma opção será obviamente “higienizar” por conta própria, mas precisamente porque a limpeza está no topo das prioridades este verão, a Airbnb criou um protocolo que pode conhecer em detalhe aqui. Certifique-se de que quem aluga o segue também.

Nada é 100% seguro, nem o vírus tira férias, por isso é fundamental continuar a seguir todas as recomendações da DGS, como manter o distanciamento social, lavar frequentemente as mãos e usar máscara. Mas que isso não nos impeça de viajar, até porque, bem vistas as coisas, está é a melhor altura para conseguir uma promoção incrível. E na hora de fazer a sua reserva, saiba que pode pagar em segurança com o cartão UNIBANCO.

Por C-Studio / Cofina Media