Descubra como viajar de forma mais sustentável Descubra como viajar de forma mais sustentável

Descubra como viajar de forma mais sustentável

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Guia prático para se tornar num turista mais amigo do ambiente, e continuar a conhecer o mundo sem estragar o planeta.


Publicado em 04-Ago-2022

Pondo as coisas de forma simples, se é turista faz parte do problema. Não há outra forma de encarar a situação, quando olhamos para os efeitos negativos do turismo sobre o meio ambiente. Entre eles está a poluição, o aumento de gases com efeito de estufa ou o esgotamento dos recursos naturais − muitas vezes em locais onde os recursos já são escassos.

Como relata o site The World Counts, a cada segundo, 45 turistas chegam ao seu destino, perfazendo um total superior a 1,4 mil milhões por ano. São demasiadas pessoas a viajar e o planeta, assim, não aguenta.

Felizmente, ainda não é necessário desistir das viagens (pelo menos, não para já) e desde que se tomem algumas precauções continua a ser possível conhecer o mundo, e levar muitos dos benefícios do turismo para as economias locais. Vamos ver como:

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1 Não tenha pressa

É compreensível tentar visitar o máximo de lugares possíveis durante uma viagem. Afinal, quem sabe se ou quando vai regressar? Mas isso implica passar a maior parte das férias a correr de um lado para ao outro, geralmente estressado, e tudo para tirar uma fotografia com cenário ao fundo. Se a ideia é essa, então é melhor ficar em casa e usar uma app como a Krome Photos, que faz o mesmo por uma fração do preço.
Viajar implica um conhecimento mais profundo da cultura, tirando, quem sabe, tempo até para se inscrever num curso de gastronomia ou de artesanato. Encontrar formas de se aproximar das comunidades, dos seus usos e costumes… Isso sim, é turismo.

2 Usar um meio de transporte mais verde

Os transportes estão entre os grandes emissores mundiais de gases com efeito de estufa e mais uma série de poluentes. No caso dos aviões, grande parte do consumo é feito na subida para a altitude de cruzeiro e durante a descida, logo, quanto mais curto o voo, menos eficiente será. Ou seja, utilize o avião apenas para longas distâncias. E se pondera apanhar um cruzeiro em alternativa, não o faça. Mesmo os navios mais modernos emitem três a quatro vezes mais dióxido de carbono, por passageiro, por quilometro, do que um avião comercial. Isto já para não falar dos outros poluentes, na acidificação das águas, na erosão das barreiras naturais e em tantos outros problemas causados por estes grandes contaminadores dos mares. Por água, só num barco mais pequeno e, de preferência, à vela. Como os portugueses faziam antigamente, só que com muito mais conforto.

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Na maioria das situações, o comboio deverá ser o meio de eleição, pois é o menos poluente e o que permite apreciar melhor as vistas e chegar mais descansado ao destino.
Se ainda assim preferirem optar pelo automóvel, nesse caso aconselhamos a leitura destas Dez dicas para poupar nas viagens de carro, antes de se fazer à estrada.

3 Alojamentos eco-friendly

Os verdadeiros hotéis eco-friendly contribuem para a preservação da biodiversidade nas suas áreas, procurando proteger e preservar o meio ambiente. Informe-se antes de fazer a reserva sobre as práticas de sustentabilidade da unidade, tendo em atenção alguns pontos chave, como as soluções arquitetónicas, as práticas de gestão de resíduos, as energias renováveis e se estão envolvidos ou apoiam algum projeto comunitário. Dê igualmente preferência a hotéis independentes, em detrimento das grandes cadeias mundiais. O seu dinheiro, assim, terá um impacto visível.

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4 Produtos legais, produtores locais.

Muitas comunidades dependem da económica do turismo para sobreviver e manter o seu modo de vida, por isso opte sempre por artigos tradicionais e locais, de preferência comprados junto do próprio produtor ou em lojas certificadas. Mas atenção – sobretudo nalguns destinos – para a venda de produtos proibidos, como marfim e outros, pois haverá sempre quem procure lucrar com este tipo de comércio ilegal.

5 Fazer as malas de forma ecológica

Escolher o que levar é sempre uma parte importante em qualquer viagem, e mais ainda quando o objetivo é respeitar o destino. Ou seja, mais do que escolher entre este ou aquele vestido, é importante ter o cuidado de levar apenas produtos naturais e biodegradáveis, para garantir que não deixa químicos nos rios, lagos e oceanos, algo que acontece com muitos produtos de beleza e protetores solares.

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6 Coma local

Não se trata apenas de experimentar as maravilhas da gastronomia local, mas de consumir alimentos produzidas num raio de alguns quilómetros, e que não fizeram a viagem de barco, avião e camião desde o outro lado do mundo. Além disso, produtos frescos e da estação são os que sabem naturalmente melhor.

7 Visite áreas protegidas

Os parques nacionais e outras zonas protegidas são essenciais na manutenção da biodiversidade, mas em muitos países os Estados dependem das suas receitas – bilhetes de entrada, tours, etc – para a sua manutenção. Assim como as comunidades circundantes dependem deste fluxo de turistas para ganhar a vida, em vez de explorarem a vida animal. É importante apoiar estas iniciativas, e não é esforço nenhum, pois na maioria dos casos estamos a falar dos mais belos lugares do planeta.

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8 Poupe água e energia

Como em qualquer outra atividade económica, o turismo está totalmente dependente do consumo de energia e de água potável, mas os turistas tendem a consumir muito mais de uma e de outra do que as comunidades locais − pressionando assim as reservas e os recursos naturais. Será um problema com tendência a agravar, face ao aumento global das temperaturas, por isso, lá fora façam como em casa e não se esqueçam de desligar as luzes e o ar condicionado quando saem do quarto, e não troquem as toalhas a cada banho.

9 Compensar a pegada de carbono

Sempre que for de férias adira a um programa de compensação de carbono que vai, como o nome indica, procurar capturar aquilo que emitiu na sua viagem. Existem diversos tipos de programas, como de reflorestação ou recuperação de pradarias marinhas, e poderá aderir a um logo com a sua companhia aérea – tanto a TAP como a SATA são até pioneiras na adoção deste tipo de programas. Mas também pode encontrar algo online e o  primeiro passo será, obviamente, calcular as suas emissões que deve compensar − e isso pode ser feito aqui ou aqui.  

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Turista sustentável

Afinal, sempre é possível, como turista, fazer parte da solução e não do problema. Mas é cada vez mais urgente agir pois, como se tem observado, as alterações climáticas estão a acontecer a um ritmo mais rápido do que inicialmente previsto. A propósito, não deixe de dar uma vista de olhos a estas 10 dicas para levar uma vida mais sustentável, mesmo quando não está a viajar. O Planeta A agradece.

Por C-Studio / Cofina Media

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