Cervejas há muitas, mas estas são as melhores artesanais Cervejas há muitas, mas estas são as melhores artesanais

Cervejas há muitas, mas estas são as melhores artesanais

Leves, robustas, doces ou amargas, há cervejas artesanais para todos os gostos e feitios. Vamos prová-las? Bem fresquinhas, como convém…


Publicado em 20-Ago-2021

Há mais estilos de cerveja do que chapéus. Temos as IPA, as famosas Indian Pale Ale, as APA americanas, a inglesa original, a irlandesa, a escocesa, as belgas, a francesa…. Mas as Ale, ou cerveja de malte, podem nem ser pale, porque também as encontramos em brown, dark, amber, blonde – todas diferentes e nenhuma igual. Para complicar, os estilos de cerveja continuam com as Schwarzbier, as Dunkel, as Barleywine, as Porter, as… confuso?

A verdade é que há cada vez mais pessoas para quem todos estes nomes fazem imenso sentido. São os amantes das cervejas artesanais que devagar, devagarinho, vão roubando os holofotes às marcas tradicionais… Para o consumidor ocasional será perfeitamente normal perder-se neste labirinto, mas a boa notícia é que será ainda mais fácil descobrir a saída, sob a forma de uma garrafa – imperial ou fino – deliciosamente saborosa e fresquinha. Vamos experimentar?

5 e Meio Barleywine, Doble-Doble e Lorosae

Cervejas há muitas, mas estas são as melhores artesanais | Unibanco

A 5 e Meio começou há mais de oito anos, e não tardou muito até começarem a ganhar prémios lá fora. Agora, depois de muitas experiências, decidiram investir no envelhecimento da cerveja em garrafa, que passa cerca de dois anos em maturação antes de chegar ao público. Ganham em sabor e complexidade, como um bom vinho (ou será preferível comparar a um whisky?) mas, dizem-nos, estas podem continuar a evoluir indefinidamente. Nem todas as cervejas passam por este processo, obviamente, apenas algumas receitas especiais, como a Barleywine, uma cerveja com forte sabor de malte e caramelo. É uma receita pouco desenvolvida neste movimento artesanal, mas que leva muitos séculos de sucesso, sobretudo entre a aristocracia inglesa.
A Lorosae é outra receita. Tal como o nome indica remete-nos para Timor, com a adição do café da ilha a um blend de Imperial Stouts. Aromas e sabores intensos de Arábica, com muita personalidade e álcool a 12,5%. O lote fica completo com a Doble-Doble, mais uma receita histórica, presume-se que de 1670, com um elevado teor alcoólico (de 13% a 15%). Trata-se de uma cerveja muito complexa, com notas de alperce, canela, baunilha, frutos do bosque, ou madeiras.

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As três estão disponíveis entre os 20 e os 28 euros, um custo elevado, e quem preferir pode iniciar-se com uma deliciosa Blonde Ale, com um bem definido sabor a malte, fácil e muito refrescante, por 2,55 euros. Para provar e comprar no novo Taproom da marca, na Ericeira, ou encomendar online.

Mosquita Blond Ale

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A Mosquita é uma recém-chegada, mas tem mão da José Maria da Fonseca, que, nos vinhos, tem uma tradição de quase 200 anos. E foi desenvolvida em parceria com a 8ª Colina. A escolha para a parceria recaiu numa Blond Ale, clara e ligeiramente acobreada. O sabor revela alguma doçura, proveniente dos maltes, e é ideal para acompanhar pratos de peixe, sushi, marisco ou saladas. No fundo, todos os pratos para os dias quentes. A Mosquita está disponível no site ou no Wine Corner da José Maria da Fonseca, em Azeitão, mas também no El Corte Inglés.

8ª Colina

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Para perceber melhor a oferta da Oitava Colina pode optar por esta caixa de 12 unidades (quatro de cada) com as escolhas mais regulares da marca, começando pelo bestseller, a IPA Urraca Vendaval, seguida pela Florinda, uma Lisbon Lager, e a Joe da Silva, uma American Pale Ale. Por 29,10 euros. Ou então dirigir-se à taproom original da marca, na Graça (a 8ª colina de Lisboa), e beber uma cerveja fresquinha com vista para o casario e para o castelo.

Sovina 500 Cherry Sour

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A Sovina é uma das pioneiras deste movimento e acaba de lançar uma coleção especial, que pretende testar receitas novas, em edições limitadas de 500 litros. A Cherry Sour foi o primeiro teste e tem uma vontade escondida: salvar, do desperdício, excedentes da produção de cerejas. Em colaboração com a Too Good To Go, cerejas que acabariam, provavelmente, no lixo, vão produzir esta cerveja “com um carácter doce e frutado sobre uma base ligeiramente sour”, diz o mestre cervejeiro da marca, João Fernandes.
A nova 500 Cherry Sour está disponível na loja online da Sovina, numa caixa de 6 unidades por 21 euros, e em alguns bares de especialidade.

Dois Corvos

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Como a Dois Corvos está a celebrar o seu sexto aniversário, lançou um pack especial com seis cervejas diferentes, representativas da oferta da marca. Temos assim uma Cold IPA, uma Portuguese Rice Lager, uma Imperial Stout w/ Tonka aged in Rum Barrels, que tem 11% de álcool, uma Hazy IPA, Mango Sour e uma American Stout. Um pack por 15 euros, com 25% de desconto, ou um pack com 12 cervejas – duas de cada – por 28 euros. Na loja online da marca.
Adicionalmente, pode visitar o taproom da Dois Corvos em Marvila, Lisboa. Mais do que um bar, o taproom é quase uma extensão da fábrica, e está instalado bem no seu interior.

Musa Ale My Friends

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O Musa Ale My Friends é um pack de cervejas diferente, desde logo porque conta com uma seleção de diferentes marcas e não apenas Musa. “Os lotes mais frescos, as novidades mais arejadas e os cervejeiros mais bonitos do mercado” brincam. Temos assim – neste último pack, o quarto, edição de agosto – duas Aldeanas (American Wheat e Saison), duas Letra (Letra F e Baylet 3.0), duas Lince (Blonde e Belgian Pale Ale), duas Praxis (Weiss e Amber Lager) e quatro Musa (Original, Baltic Sabbath, Born in the IPA e Psycho Pilsner). Tudo por 36 euros. Mas o Ale My Friends é também um clube, no qual nos podemos inscrever e receber, mensalmente, uma nova seleção eleita pelo mestre cervejeiro da casa (com entregas grátis e 10% de desconto).

Praxis Lausus

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Foi em Coimbra, com água do Mondego, que nasceu a primeira microcervejeira artesanal do país – e por ali continuam, embora já não tão micro assim. A Lausus é uma das últimas novidades, uma pilsner dourada-clara, com ervas aromáticas da Lousã, o que lhe confere um toque único, mais especiado. Trata-se de uma cerveja com grande aptidão gourmet, para descobrir no site da Praxis.

Duque Brew Pub

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Com esta lista, ficámos longe de esgotar o lote de cervejas artesanais portuguesas. Podíamos igualmente referir Aroeira, Bolina, Maldita, Nortada, D’Ourique, Passarola, Mean Sardine, Letra, Post Scriptum… A vantagem é que a larga maioria destes nomes podem ser provados no mesmo local, o bonito Duque Brew Pub, ao Chiado. Foi o primeiro pub do género a abrir, em Lisboa, e oferece 12 torneiras que nunca se cansam de servir as melhores marcas nacionais, para além das quatro cervejas produzidas no local: Aloirado (Blonde Ale), Albino (White Stout), Amarguinho e Alemão (Weiss). E como uma pessoa não sobrevive apenas a cerveja, oferecem também alguns petiscos para acompanhar – e provar, no interior ou na esplanada.

Por C-Studio / Cofina Media