“Durante o confinamento as pessoas tendem a comer de forma mais irregular, e alimentos com mais calorias” “Durante o confinamento as pessoas tendem a comer de forma mais irregular, e alimentos com mais calorias”

“Durante o confinamento as pessoas tendem a comer de forma mais irregular, e alimentos com mais calorias”

“Durante o confinamento as pessoas tendem a comer de forma mais irregular, e alimentos com mais calorias”

Nas UTalks da UNICRE, a Dra. Teresa Branco explica como lidar com o confinamento, adotando hábitos de vida mais saudáveis.


Publicado em 27-Nov-2020

O cenário está traçado, e infelizmente não é o mais animador: em períodos de teletrabalho e confinamento, ainda que parcial, a maioria de nós tende a adotar hábitos menos saudáveis à mesa e mais sedentários ao longo do dia. O que, aliado a níveis de stress compreensivelmente mais elevados, poderá ser bastante prejudicial para a nossa saúde.

Felizmente, existem formas relativamente simples de lidar com estas situações, como nos explica a Dra. Teresa Branco, doutorada em Saúde e Condição Física no âmbito da Gestão do Peso pela Faculdade de Motricidade Humana (e cursos complementares nas universidades de Harvard e Cambridge). É precisamente o que faz no instituto que fundou – e que leva o seu nome – Instituto Teresa Branco -, onde procura ensinar as pessoas a gerir e controlar o peso, otimizar o metabolismo, melhorar a performance desportiva e adiar o envelhecimento precoce. Tudo de uma forma natural, recorrendo a especialistas das mais diversas áreas como Gestão do Peso, Fisiologia do Exercício, Nutrição Clínica, Psicologia ou Modulação Hormonal.

A Dra. Teresa Branco foi a primeira convidada de um ciclo de UTalks, dedicado ao tema da saúde. Estas sessões, promovidas pela Rede UNICRE para todos os seus colaboradores, decorrem agora às quintas-feiras, via Microsoft Teams, e procuram desenvolver a partilha de boas práticas e ideias inovadoras junto de todos.

“Durante o confinamento as pessoas tendem a comer de forma mais irregular, e alimentos com mais calorias” | Unibanco

Como podemos evitar cair nos erros que referiu?

“Será importante respeitar os horários das refeições, e a qualidade nutricional das mesmas. Uma das estratégias que se pode adotar é a elaboração de um menu semanal que deverá ser o mais possível respeitado. Esse menu, que discrimina como será composta cada refeição, deve ser essencialmente baseado em refeições saudáveis. Será importante também a prática de atividade física que deverá ser realizada diariamente, logo pela manhã ou ao final do dia com hora marcada. A higiene do sono também deve ser salvaguardada, levantar e deitar sempre à mesma hora deve ser uma condição.”

Que alimentos não podem faltar numa dieta saudável?

“Uma dieta saudável deve incluir frutas e vegetais, água e outras bebidas sem açúcar nem adoçantes. Deve ainda incluir proteínas saudáveis e gorduras saudáveis. Os alimentos ricos em hidratos de carbono devem ser de baixo índice glicémico, ou seja, de mais lenta absorção no sangue, como a quinoa, as leguminosas, o arroz integral, entre outros.”
Será muito importante, ainda, transformar estes comportamentos num hábito, “num estilo de vida e não em algo transitório” acrescenta.

“Durante o confinamento as pessoas tendem a comer de forma mais irregular, e alimentos com mais calorias” | Unibanco

Boas práticas no exercício físico

Quanto à prática de exercício físico, a Dra. Teresa Branco considera-a fundamental e obrigatória diariamente. Essa é, aliás, a primeira das 5 dicas que nos deixa:

1. Faça exercício todos os dias entre 45-60 minutos.
2. Realize exercício de força que implique a preservação da massa muscular.
3. Realize exercício cardiovascular, como a corrida, a caminhada ou a bicicleta.
4. Faça exercício ao sol.
5. Ingira pelo menos mais 1 litro de água por cada 60 minutos de treino.

Stress, a que sintomas devemos estar atento?

“As insónias, a agitação, a diarreia ou os batimentos cardíacos acelerados são alguns dos sintomas de que estamos sob stress. Usualmente o stress advém de situações que não conseguimos controlar e por isso é importante perceber o que o está a provocar.” Então, uma vez identificada a fonte, “devemos tentar compreender se temos capacidade para resolver essa situação e, se sim, então devemos fazê-lo o mais depressa possível. Se não, devemos procurar minimizar o impacto desta situação.” Isso faz-se “procurando comer bem, fazer atividade física e praticar atividades meditativas e em contato com a natureza”. No entanto, caso a situação se prolongue, “devemos então procurar acompanhamento médico.”

Estes foram os conselhos que a nossa especialista deixou e que, como vimos, implicam alterações menores nas nossas vidas, mas cujos ganhos podem ser exponencialmente positivos.

Por C-Studio / Cofina Media