Como sobreviver a mais um período de teletrabalho Como sobreviver a mais um período de teletrabalho

Como sobreviver a mais um período de teletrabalho

Como sobreviver a mais um período de teletrabalho

O que aprendemos com a primeira vaga de trabalho em casa, e de que forma isso nos pode ajudar a lidar com esta segunda fase. Sobretudo com o tempo a arrefecer lá fora.


Publicado em 04-Nov-2020

O governo decretou, e o trabalho a partir de casa voltou a ser obrigatório. Pelo menos em 121 concelhos do país mas, como são também os mais populosos, a medida aplica-se à maioria dos trabalhadores. Depois de uma primeira “vaga” em home office e de um regresso ao escritório, que terá acontecido antes ou depois das férias de verão, consoante as empresas, eis-nos de novo forçados a fazer o trabalho da empresa a partir de nossas casas.

Houve, na realidade, quem tivesse apreciado bastante a primeira experiência, outros nem por isso, mas em qualquer dos casos será importante perceber que desta vez existe uma diferença fundamental: estamos a entrar no inverno, os dias estão mais frios e, mesmo não sendo ursos, temos também uma tendência natural para hibernar – ou, na versão moderna, sentar no sofá em frente à TV, enroscados a uma manta. Talvez por isso seja tão importante perceber o que aprendemos com o primeiro estágio em casa, e de que forma isso nos pode servir para enfrentar esta segunda volta.

Como sobreviver a mais um período de teletrabalho | Unibanco

Seguir o sol, como um girassol

Os dias estão mais escuros e curtos e essa é uma razão de sobra para aproveitar ao máximo a luz solar – e apanhar toda a vitamina D possível. Se isso implicar a reorganizar o espaço de trabalho – por exemplo, movendo uma secretária para perto de uma janela – que assim seja. As casas têm os seus condicionalismos, mas o número de horas de trabalho justifica plenamente este tipo de mudança.

Criar um home office de qualidade

Da primeira vez pode ter adiado qualquer tipo de investimento para trabalhar melhor a partir de casa, mas agora chegou a altura para o fazer.  A parte mais “técnica”, como os programas a utilizar ou mesmo o computador, poderão ser responsabilidade da empresa, mas o espaço não. O espaço é todo seu. Certifique-se de que tem uma boa cadeira onde se sentar, com apoio correto para as costas, ou um candeeiro com uma luz adequada para passar várias horas de trabalho ao computador. As costas, e os olhos cansados, agradecem e será muito mais fácil produzir num ambiente adequado.

Desengane-se ainda quem pensa que este período de teletrabalho será igualmente curto, até ao Natal no máximo, porque provavelmente não será bem assim. Quem sabe se não vira “o novo normal”.

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Limitar as aplicações sociais

Foram a grande explosão da primeira vaga, quando todos consumiram avidamente o que chegava por WhatsApp ou Facebook, partilhavam e comentavam. Chegou a hora de tomar uma atitude mais responsável, limitando esse tempo ao telemóvel. A melhor solução será criar – e respeitar – uma rotina para consultar as redes sociais, por exemplo logo de manhã e ao fim do dia, evitando por completo essa distração entre os dois. Importante ainda “desligar” das redes uma boa meia hora (pelo menos) antes de ir dormir, o que contribui para melhorar a qualidade do sono.

Mude de cenário

Outra grande lição da primeira vaga foi a importância do tempo off. Com uma grande vantagem atualmente. Desta vez não estamos confinados e pode ir almoçar fora, jantar, ou simplesmente lanchar. Uma mudança de cenário muito bem-vinda para descontrair e até prevenir qualquer sinal de depressão. Serve, também, para ajudar o (muito necessitado) comércio local.

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Mude mesmo o cenário

Foi uma das grandes tendências reportadas pelo Airbnb durante o confinamento, que viu disparar o número de alugueres de longa duração na plataforma. Os motivos apresentados foram os mais variados, mas na sua maioria implicavam fugir dos grandes centros urbanos, e do risco maior de apanhar Covid-19, procurar por uma casa com espaço exterior, proximidade com a natureza, com outros familiares ou, até, um novo espaço para servir de escritório perto de casa.

Planear

É muito importante continuar a ter objetivos e planos futuros, mesmo que ninguém saiba muito bem como será o dia de amanhã ou que medidas o governo irá tomar relativamente à pandemia ou à crise económica. Não deixe de fazer planos a curto e médio prazo, grandes planos sobre o futuro ou em temas tão simples quanto o próximo Natal e fim do ano. Só essas expetativas já terão um impacto muito positivo na moral.

Durma bem, coma bem, trabalhe melhor

A última quarentena fez disparar os distúrbios de sono e casos de insónia quando, todos sabemos, a qualidade do sono melhora o humor, os níveis de resistência do organismo, de concentração, etc, etc. É um facto, também, que uma dieta equilibrada produz sensivelmente os mesmos efeitos na capacidade de concentração e na saúde. A OMS refere inclusivamente que, “não existindo alimentos capaz de prevenir ou curar a infeção por Covid-19, uma dieta saudável tem um impacto essencial no sistema imunitário.”

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Faça desporto

Por muito tentador que seja ficar “só um bocadinho mais” na cama, ou deslizar para o sofá ao fim do dia de trabalho, sobretudo quando está tanto frio e chuva lá fora, não o faça.  Manter um estilo de vida ativo é fundamental tanto para a saúde física como mental. E Portugal não tem um clima assim tão agreste. Faça exercício ao ar livre sempre que possível, mas em casa também serve. O yoga, por exemplo, é uma excelente atividade, mas até pode “só” correr no mesmo sítio. Citando novamente a OMS: “uma pequena pausa de 3 ou 4 minutos de movimentos físicos leves, como caminhar ou fazer alongamentos, ajuda a aliviar os músculos e a melhorar a circulação.” A organização recomenda, no entanto, entre 150 a 300 minutos de atividade física moderada ao longo da semana, divididos por pelo menos dois períodos.

Plantar, plantar, plantar…

As plantas respiram vida para dentro de casa. E se isto é importante em qualquer altura do ano, maior será num Inverno onde tudo se passa dentro de portas. As plantas servem para filtrar e purificar o ar, reduzir os níveis de stress e ansiedade, e dão um toque de natureza muito apreciado nesta altura.

Limite a carga horária   

Mais uma lição aprendida na primeira vaga: o fim da fronteira casa/trabalho implicou, maioritariamente, que os trabalhadores dedicassem mais horas do seu dia ao trabalho. Torna-se por isso imperativo cumprir escrupulosamente o horário estabelecido no contrato. Será a única forma de garantir que nenhuma das partes sai prejudicada e que o trabalhador continua a ter tempo de qualidade disponível só para si ou para dedicar à família e amigos.

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Por C-Studio / Cofina Media