Prepare-se para a subida das taxas de juro Prepare-se para a subida das taxas de juro

Prepare-se para a subida das taxas de juro

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Já não é uma possibilidade, mas uma certeza. As taxas de juro vão mesmo subir, e as famílias precisam de estar preparadas para este impacto nas contas.


Publicado em 13-Mai-2022

Uma subida nas taxas de juro vai implicar um aumento nas prestações dos créditos, pondo ainda mais pressão sobre o orçamento familiar dos portugueses, obrigado a lidar já com os efeitos da inflação e a perda de poder de compra provocada pela subida generalizada de preços.

Em março deste ano, o Banco de Portugal revelou como a taxa de juro média dos novos empréstimos já tinha superado a barreira de 1 por cento – um valor máximo desde julho de 2020. Este aumento da Euribor deveu-se, apenas e só, aos rumores da subida nas taxas de juro de referência estabelecidas pelo Banco Central Europeu.

Prepare-se para a subida das taxas de juro | Unibanco

Umas e outras estão intimamente ligadas e o BCE, que até começou por negar quaisquer planos de subida, alterou rapidamente a sua posição, assumindo não só essa probabilidade como agora, pela voz da sua presidente, Christine Lagarde, avançou até com uma data previsível para esse aumento: julho deste ano.

Desde a crise financeira de 2008 que as taxas de juro têm estado em mínimos históricos, e para uma geração inteira de pessoas, esta será a primeira vez que têm de lidar com taxas de juro em crescendo, pelo que se torna imperioso adaptar os orçamentos familiares a esta nova realidade. Damos uma ajuda com um conjunto de estratégias que pode seguir:

Identificar as despesas não essenciais e procurar reduzir (ainda mais) as despesas mensais.

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O primeiro passo passa sempre por tentar cortar um pouco mais nas despesas mensais – aumentando assim o rendimento disponível. Podem optar por tentar renegociar o valor pago pelos serviços, trocar de operadora ou fornecedora e até fazer compras de forma mais consciente e menos por impulso, etc., etc. Temos várias dicas para o conseguir

Renegociar o empréstimo

Se as prestações ficarem demasiado elevadas, uma solução será, naturalmente, renegociar as condições com o banco. Afinal, são ambos partes interessadas no melhor cumprimento da dívida. Existem diferentes itens para rever, nomeadamente a redução do spread, o alargamento do prazo ou a redução dos encargos associados ao empréstimo, como os seguros, por exemplo.

Optar por uma taxa de juro fixa

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A era dos juros baixos pode ter chegado ao fim, e uma das soluções para as famílias se precaverem das oscilações no preço do crédito passa precisamente por taxas de juro fixas. Com essa previsibilidade torna-se mais fácil acautelar os pagamentos. 

Saber se será (ou não) uma boa solução para cada caso vai obviamente depender das condições oferecidas, pelo que o primeiro passo é precisamente informar-se junto de diferentes instituições para perceber se o que oferecem é vantajoso. Quem o pretender fazer deve ainda ter em atenção que os benefícios são menos evidentes em empréstimos de longa duração, pois é impossível prever o comportamento das taxas de juro daqui por 10, 20 ou 30 anos, e porque, apesar de ser possível alterar um empréstimo de taxa de juro variável para taxa de juro fixa, o contrário já não é permitido.

Consolidar os créditos

Se parte das dificuldades reside na existência de diferentes prestações de crédito, considere a hipótese de criar um único empréstimo para todos, um crédito consolidado. Ao juntar todos os créditos num só terá uma mensalidade mais reduzida e um único prazo de reembolso. O Unibanco oferece uma série de vantagens no seu Crédito Consolidado, incluindo a adesão 100% online, uma maior independência financeira, pois não obriga a mudar de banco, e prazos e montantes flexíveis. Entre os 5.000 e 75.000 euros, entre 24 e 84 meses. Pode ficar a conhecer melhor todas as vantagens deste crédito vendo o vídeo em baixo e fazendo já uma simulação das prestações.

Trocar de banco

O empréstimo da casa pode ser para a vida (ou quase), mas a instituição onde está esse empréstimo não necessita de o ser. Se o banco não apresentar condições vantajosas, procure na concorrência, e se encontrar melhor, transfira o crédito.

Mudar os seguros

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Os seguros associados a um empréstimo – vida, casa, multirriscos – representam uma fatia considerável do valor a pagar mensalmente ao banco. E os seguros criados no momento da constituição do empréstimo não são, regra geral, os que apresentam os preços mais competitivos. Trata-se de uma troca muito mais simples do que o crédito inteiro, e pode ser bastante vantajosa no final do ano.

Por C-Studio / Cofina Media

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