Como se preparar para o fim das moratórias Como se preparar para o fim das moratórias

Como se preparar para o fim das moratórias

É fundamental não ser apanhado desprevenido pelo fim das moratórias, e pode contar com um conjunto de soluções Unibanco para ajudar nesta transição.


Publicado em 21-Jan-2021

As moratórias foram a principal ajuda para muitas famílias e empresas que viram os seus rendimentos cair com a chegada da pandemia. Segundo dados do Banco de Portugal, até setembro do ano passado estavam 46 mil milhões de créditos em moratória, quase 25 mil milhões de empresas e 21 mil milhões de euros pertencentes às famílias. Portugal foi uma das economias europeias que mais recorreu a estes adiamentos de despesa e, como consequência, será também uma das mais afetadas pelo seu fim, que o governo definiu para junho ou setembro deste ano.

Segundo o Decreto-Lei em vigor, as moratórias do Estado referentes ao pagamento das prestações da casa e dos créditos ao consumo para fins de educação e formação viram o seu prazo alargado de 31 de março para o final de setembro. Já as moratórias privadas (crédito habitação, crédito pessoal, crédito automóvel até 75 000 euros ou para outras finalidades no mesmo montante) mantêm ao prazo inicialmente previsto de 12 meses até à data limite de 30 de junho de 2021.

Entre as instituições que já vieram alertar para esta exposição às moratórias e para possíveis perigos de incumprimento estão precisamente os reguladores, Banco de Portugal e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), cujas apreensões são agora agravadas pelas novas medidas de contenção da pandemia, que provocam necessariamente um retardamento da atividade e da recuperação económica. Tanto em Portugal como na Europa. Torna-se, por isso, fundamental começar já a preparar-se porque junho está aí à porta.

Crie um orçamento

O cenário económico continua incerto, sobretudo para as famílias mais afetadas pela pandemia, que são igualmente as que mais recorreram a este balão de oxigénio.
Nesse contexto, a preparação de um orçamento familiar assume uma importância fundamental. Comece por apontar todos os rendimentos e despesas do agregado familiar, fixas e variáveis.  As despesas fixas são as mais comuns, contas dos serviços da casa, educação, despesas com crédito à habitação, etc. São as que se repetem todos os meses, mais ou menos em valores e dias fixos. Compras únicas, como por exemplo uma impressora ou tinteiros entram nas despesas variáveis, e é importante não se esquecer de incluir todas essas compras.

Reorganize as finanças

Nessa altura terá um quadro muito mais preciso das suas finanças e de onde está a gastar o dinheiro. Será então muito mais simples perceber onde e como pode reduzir ou otimizar algumas dessas despesas. Pode, por exemplo, tentar renegociar os contratos de serviços como seguros, telecomunicações, luz ou gás. Criar listas de compras para racionalizar as despesas de supermercado e investigar bem os preços antes de efetuar uma compra. Quem procurar por promoções consegue um bom negócio. E nunca se esqueça de pedir sempre fatura com número de contribuinte e deduzir todas as despesas no IRS.
Por outro lado, poderá também tentar aumentar a coluna das receitas, explorando algum hobby ou vendendo peças que não necessite.

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Juntar e poupar

Poupar tem-se revelado um desafio para a maioria das famílias portuguesas – e por maioria de razão num contexto de pandemia – mas é muito importante que consiga colocar algum dinheiro de parte. Sobretudo à luz do fim das moratórias. Procure aproveitar a margem financeira concedida pelas moratórias para juntar algum dinheiro extra para o momento em que será necessário voltar a amortizar a dívida e também para garantir alguma estabilidade financeira dentro do seio familiar.

Crédito consolidado Unibanco

Se as dificuldades em poupar resultam da existência de várias prestações com diferentes créditos, considere a hipótese de criar um crédito consolidado. Juntando todos os outros créditos num só terá uma única mensalidade e mais reduzida. O Unibanco oferece várias vantagens no crédito consolidado, como mensalidades e taxas fixas até ao fim do contrato, zero comissões, e zero preocupações, resolvendo os créditos pré-existentes por si. Pode conhecer melhor todas as vantagens deste crédito e simular as suas prestações aqui.

Não se esqueça, é fundamental começar a preparar junho já em janeiro.

Por C-Studio / Cofina Media