As 7 ameaças que mais preocupam as empresas em 2022 As 7 ameaças que mais preocupam as empresas em 2022

As 7 ameaças que mais preocupam as empresas em 2022

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Inflação, ataques cibernéticos, crises internacionais, escassez de matérias-primas… Como se preparar para todas estas ameaças em 2022?


Publicado em 08-Mar-2022

A lição número 1 a retirar da pandemia é que nunca se pode realmente prever, com certeza, o futuro. Sendo certo que nunca houve um ano sem riscos em toda a história do mundo e é precisamente por essa razão que é tão importante ler os sinais e procurar estar tão bem preparado quanto possível para os enfrentar.

O provérbio “casa roubada trancas à porta” bem nos alerta para os perigos de reagir tarde de mais, e para que isso não aconteça em 2022, aqui fica uma lista das principais ameaças já identificadas:

Cibersegurança

As 7 ameaças que mais preocupam as empresas em 2022 | Unibanco

Dizem os especialistas que não é uma questão de saber se vai ou não ser atacado, mas de quando. Os casos da Vodafone, do grupo Impresa (SIC, Expresso), da Cofina ou dos laboratórios Germano de Sousa – só para citar alguns dos últimos casos mediáticos – assim o confirmam. O World Economic Forum cita um estudo que aponta os cibercrimes como a maior preocupação para os analistas em 2022 – ano em que que muitas empresas poderão mesmo ser alvo de ataques consecutivos.

Aparentemente não há forma de evitar este flagelo, há medida que todos os negócios, e até o trabalho, decorrem cada vez mais online. Existem, no entanto, boas práticas capazes de mitigar os riscos e que por isso é muito importante observar:

Apostar em esquemas de proteção elaborados com antivírus e firewall (sempre atualizados claro), e se possível, sistemas de verificação dupla, como já faz o sistema bancário.

Cada empregado deve ter consciência de que é uma porta de entrada para a empresa, por isso deve ter especial cuidado com os downloads que faz,  as anexos de e-mail que abre ou em cada link onde carrega.

Não se devem utilizar redes de WiFi públicas porque são menos seguras. Especialmente para aceder a informação sensível, como contas bancárias ou ao login na empresa.

Ter especial cuidado com as redes sociais, pois se são uma janela aberta para o mundo são também uma excelente porta para entra na sua privacidade.

São algumas regras, existem mais obviamente, mas em caso de dúvida pode sempre consultar as recomendações de segurança sugeridas pelo Unibanco para reforçar a sua presença online.

Pandemia

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É importante recordar que a Covid-19 ainda não desapareceu, e que podem surgir novas variantes ao longo do ano. Novas vagas que obrigam a reimplementar medidas sanitárias que afetam a atividade das empresas.

Alterações Climáticas

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No já referido estudo do Forum Económico Mundial, os gestores de crise consultados apontavam ainda, no topo das suas preocupações, para os surtos pandémicos e as catástrofes naturais.

Os “eventos extremos” (tornados, secas, inundações, etc) eram em tempos considerados fenómenos raros, e geralmente circunscritos a certas áreas de risco, mas são agora cada vez mais frequentes e generalizados em virtude das alterações climáticas. A esmagadora maioria dos cientistas defende mesmo que o mundo inteiro se está a transformar numa potencial área de risco. Os recentes anos de seca no sul da Europa (incluindo Portugal) são um bom exemplo. No entanto, a multinacional britânica Aon, especialista em análise de risco e corretagem de seguros, estima que dos 238 mil milhões de dólares de prejuízos causados pelos desastres naturais, só no ano passado, apenas 108 mil milhões estavam cobertos. Daqui resulta a importância de governos, famílias e empresas agirem no sentido de combater as alterações climáticas, mas também de procurarem a maior cobertura possível para os seus efeitos.  

Escassez de matérias-primas

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A escassez de matérias-primas e o seu preço elevado, associada aos constrangimentos no transporte internacional, são uma tempestade perfeita contra o funcionamento normal da atividade económica. No caso dos transportes, os atrasos podem ser superiores dois meses, e os custos dispararam para valores quatro, cinco, seis vezes superiores aos praticados antes da pandemia. Nas matérias-primas os aumentos são semelhantes, e este impacto é tão profundo que acaba por afetar todos os setores de atividade, obrigando, desde logo, a uma gestão muito mais eficiente dos stocks. Pode ser a diferença entre continuar a laborar e a vender, enquanto a concorrência é forçada a parar e a entrar em layoff.  

Inflação

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Já aqui falámos sobre como se proteger da subida dos preços. A inflação está na ordem do dia, tendo começado a subir o ano passado, e promete continuar em 2022. As pressões inflacionistas atingem valores como já não se iam desde o século passado, impulsionadas sobretudo pela subida nos custos energéticos, gás, petróleo e eletricidade. Será um problema ainda maior quando o Banco Central Europeu subir as taxas de juro, o que terá forçosamente de acontecer. Para já, a maioria dosa empresários terá de mesmo de compensar esta subida nos custos com um aumento do preço dos produtos, encontrando-se a dificuldade na justa medida desses aumentos.

Incerteza política

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Não estávamos preparados para uma pandemia em 2019, tal como não estávamos preparados para o eclodir de uma guerra entre os dois maiores países europeus este ano. Para já, os efeitos da guerra na economia fazem sentir-se sobretudo a nível dos preços energéticos, dada a dependência energética do gás russo. No entanto, tanto o BCE como os restantes bancos centrais alertaram já para um conjunto de efeitos mais prolongados, incluindo uma depreciação do Euro, que vão certamente impedir que os estados cumpram as suas metas de crescimento para este ano.

Procura de talento

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A procura de talento – leia-se de empregados qualificados – é mais uma das grandes preocupações das empresas a nível mundial. Um problema que vinha de trás e continua a acentuar-se. Sê-lo-á, por maioria de razão também, num país periférico como o nosso, onde muitos quadros são atraídos por melhores condições noutros países. O mercado de trabalho estará cada vez mais competitivo, e esta competição estende-se a todos os setores de atividade, tornado cada vez mais importante não apenas a melhoria dos salários como uma melhoria geral das condições de trabalho.

Por C-Studio / Cofina Media