5 dicas para procurar emprego em 2021 5 dicas para procurar emprego em 2021

5 dicas para procurar emprego em 2021

5 dicas para procurar emprego em 2021

Num ambiente de trabalho radicalmente diferente, descubra as melhores (novas) formas de ficar um passo mais perto do seu emprego de sonho


Publicado em 26-Fev-2021

2021 não será um ano fácil para procurar emprego. A pandemia provocou uma crise sem precedentes, fez disparar o número de desempregados e afundou o PIB do país. Afetou todos os setores da economia, e as alterações que provocou no mercado de trabalho foram, porventura, mais profundas ainda, abalando radicalmente os métodos de trabalho de sempre e estabelecendo o teletrabalho, o encontro e a partilha online como o “novo normal”. Naturalmente, todas estas alterações fizeram-se sentir também nos tradicionais processos de recrutamento e seleção, que não são mais os mesmos do que eram ainda há um ano.

É certo que a vacinação em curso e a promessa de imunidade de grupo criam expectativas quanto a um regresso à “velha normalidade” – e aos escritórios – ainda este ano, mas também é verdade que muitas coisas não voltarão mais a ser como dantes e o novo mercado exige novas formas de fazer e novas competências. Assim, para quem está desempregado, e à procura de um emprego, ou para quem pretende encontrar um novo desafio ao longo do ano, aqui ficam cinco dicas muito úteis para tornar essa desejada mudança numa realidade mais próxima.

1. Procure os setores em crescimento

5 dicas para procurar emprego em 2021 | Unibanco

Parece simples e óbvio. Apesar de os efeitos da pandemia se sentirem em todas as atividades, as consequências não foram idênticas e setores houve em que geraram mesmo um aumento das necessidades laborais. É o caso, por exemplo, dos setores do e-commerce, das tecnologias ou a área da saúde.
Será, por isso, avisado começar a procura aqui:
Comércio online: o confinamento obrigou os consumidores a procurarem o e-commerce, o que causou uma quebra gigantesca no comércio tradicional, mas fez também com que muitas lojas se virassem mais para o online. Está em franco crescimento, e oferece as mais variadas oportunidades, tanto em áreas de tecnologia como de marketing e comunicação.
Tecnologia e telecomunicações: não é apenas o teletrabalho e o comércio online que estão a pressionar positivamente este setor. A chegada iminente do 5G vem criar uma série de novas oportunidades e receitas. Estima-se que o 5G tenha um impacto positivo de 800 mil milhões de dólares na economia mundial, e possa também criar 22,3 milhões de novos empregos já em 2023. A finlandesa Nokia instalar, na Amadora, um centro de serviços para a transição digital é um excelente prenúncio – e gera mais 300 empregos. Inteligência artificial ou Internet das Coisas são outros fatores – todos eles interligados – de como a tecnologia vai impactar a economia nos próximos anos.
Saúde: nenhuma indústria foi tão afetada pela covid-19, e o necessário ajustamento vai demorar ainda mais alguns anos. Naturalmente, o grosso das oportunidades irá para os profissionais de saúde na linha da frente, mas as necessidades de terapeutas e outras especialidades para lidar com as consequências da pandemia estarão também em crescimento. A malha tenderá ainda a alargar-se para todas as áreas de apoio hospitalar.

2. Preparar bem uma candidatura: luzes, câmara…

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Há uns anos circulava pela Internet, em jeito de piada, um anúncio de emprego da Google: “Quer trabalhar na Google? Para se candidatar clique no botão em baixo. Não precisa de fazer mais nada porque já sabemos tudo sobre si!” A brincadeira está muito certa para a Google, mas nem todas as empresas têm acesso ao mesmo nível de informação sobre si e, por isso, um bom CV e carta de apresentação continuam a ser o melhor passaporte para entrar. É muito recomendável cuidar bem de ambos, e adaptá-los para mostrar ao recrutador por que motivo é a pessoa mais indicada para aquele trabalho em específico. Depois, é fundamental criar uma boa imagem na entrevista e, para isso, em 2021, não é mal pensado investir num “miniestúdio” que permita ter um som de qualidade e uma iluminação adequada. Esta é a nova fórmula para criar uma boa primeira impressão.

3. LinkedIn networking

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Em janeiro de 2021, o LinkedIn tinha mais de 720 milhões de utilizadores em todo o mundo. A rede social é, provavelmente, o melhor aliado para quem procura novas oportunidades. Não se esqueça de estabelecer uma sólida rede de contactos, que o vão manter atualizado de possíveis ofertas de emprego e chamar a atenção de possíveis recrutadores, nem de recorrer das várias plataformas disponibilizadas pela rede:
LinkedIn Publisher – Uma janela aberta ao mundo, para poder expressar as suas opiniões, ou gerar debates, comentando o conteúdo de terceiros. Trata-se de uma excelente ferramenta para obter novos contactos através de gostos, comentários e shares.
LinkedIn Learning – Existem mais de 10.000 cursos à sua espera, todos em total consonância com as últimas tendências do mercado de trabalho.
Experiência, educação e… hashtags – Todos os dias, no LinkedIn, centenas de empresas pesquisam milhares de possíveis candidatos. Trata-se, portanto, de as apontar na direção certa: na sua! Para isso utilize corretamente os hashtags, que vão permitir aos algoritmos encontrá-lo, e, uma vez chegados ao seu perfil, encontrar a informação completa e detalhada, especialmente no que concerne à educação e experiência profissional. Faça com que a montanha venha até si.

4. Networking à antiga

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Em tempos de pandemia é fundamental não perder velhos contactos. Melhor ainda, é fundamental nutri-los e acarinhá-los, marcando, por exemplo, sessões de café no Teams, ou fins de tarde no Zoom. Só para pôr a conversa em dia e a informação a circular.

5. Trabalho não geográfico

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Uma das consequências da pandemia foi abrir os olhos de empregadores e empregados para as possibilidades do trabalho remoto. Assim, nas suas candidaturas, deixe de estar preso por restrições geográficas, porque possivelmente a empresa também não está – e até contempla manter boa parte da sua força de trabalho neste regime remoto. Ou seja, se vive, por exemplo, no Porto, pode perfeitamente alargar a sua busca a todo o território nacional.

Por C-Studio / Cofina Media