Vinhos e massas Vinhos e massas

Vinhos e massas

Sabe que os portugueses consomem mais de 6 kg de pratos de massa por ano? São económicos, fáceis de cozinhar e essenciais para uma dieta equilibrada.


Publicado em 14-Out-2021 por José Miguel Dentinho, jornalista

O Dia Mundial das Massas, que se comemora a 25 de outubro, salienta a importância deste produto na alimentação humana. É económico, fácil de cozinhar e é um componente essencial numa dieta saudável e equilibrada, que ficará certamente melhor na companhia de um copo de vinho servido à temperatura certa.

Em baixo, faço quatro sugestões. Mas, como princípio, é melhor procurar um vinho branco elegante, com algum corpo, longo na boca, para os pratos de massa com peixe e marisco que não tenham tomate, ou que este se sinta de forma discreta, para os de carnes brancas e para aqueles onde a presença do queijo seja mais evidente. Os tintos serão a melhor escolha para as massas de carne, que também pode ser acompanhada por um rosé, desde que não seja muito floral. Também gosto da companhia deste tipo de vinhos para pratos onde se sinta melhor o tomate e/ou que levem conservas, porque equilibram bem o sal com que são temperadas.

A massa é geralmente feita a partir de uma pasta de farinha de pão sem fermento, que pode ser moldada em centenas de formas, algumas delas com descritivos bem conhecidos. Desde os que são usados em sopas, como os conchiglie, em forma de concha, os cotovelos ou os noodles, por exemplo, aos farfalle, fusilli, penne, rigatoni, entre as mais curtas e esparguete, linguine, fettucinne e tagliatelle, entre as mais longas, e às lasanhas, a oferta de tamanho e variedades é vasta. Muitas delas têm nomes apenas regionais ou específicos dos seus fabricantes.

Os molhos são tão diversos como a imaginação. Basta lembrar o irresistível molho à Bolonhesa, que leva alho, aipo e cebola, tomate, tomilho, carne e queijo parmesão, ou o Napolitano, que integra apenas com cebola, tomate, manjericão e orégãos. Simples, mas sempre apetitoso. Ou seja, em pouco tempo e apenas com alguns ingredientes é possível preparar uma refeição de massa saborosa e apelativa. Se quiser fazê-lo várias vezes por semana, há coisas que fazem sempre falta, para além de massa, azeite e sal, como é evidente.

Com alho, tomate (fresco, seco, enlatado) e cebolas, presunto, bacon fumado e salame, ervas aromáticas frescas e secas, como orégãos, coentros, salsa, manjericão e outros, mais alcaparras e azeitonas, já podemos dar asas à imaginação. Se tivermos também na despensa espargos, cogumelos, alcachofras, pimentos e outros “verdes” em lata, mais alguns frutos secos, como pinhões, amêndoas, nozes, tâmaras ou sultanas, as possibilidades já se tornam quase infinitas. Depois temos o queijo parmesão ou pecorino ralado, mais uns queijos de conserva e talvez natas para terminar. Claro que as massas não terminam nestes temperos, porque há sempre algo que está no frigorífico ou congelador que pode contribuir para as enriquecer e acrescentar texturas, como uns pedaços de carnes vermelhas ou brancas, peixe, camarões ou bivalves. Agora que lhe abri o apetite, aventure-se e dê largas à imaginação.

Cartuxa Branco de Curtimenta

Produtor: Adega da Cartuxa
Casta: Arinto, Roupeiro, Fernão Pires, Trincadeira das Pratas e Malvasia Rei
Ano de colheita: 2016

Branco alentejano de cor citrina e aroma intenso, fresco, complexo, com notas de fruta citrina, de caroço e tropical, e boca volumosa, cheia, fresca, longa e persistente, com notas de fruta no final. Para beber durante mais alguns anos na companhia de massas (canelones, lasanha, esparguete, etc.) com carnes brancas, presunto e queijo, peixe a marisco, servido a 10-12 ºC. Quando o provei fez grande companhia a pastéis de bacalhau e outras entradas que foram sendo servidas. De entre as receitas cá de casa, sugiro fusillis misturados com cubos pequenos de queijo flamengo, fiambre, maionese, azeitonas sem caroço e orégãos, que vão a gratinar no forno cobertos por queijo flamengo e parmesão.

Vinhos e massas | Unibanco

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Quinta do Quetzal Reserva branco

Produtor: Quinta do Quetzal
Casta: Antão Vaz
Ano de colheita: 2017

Vinho de cor citrina e aroma contido com notas minerais, citrinas e tropicais, a lembrar manga e maracujá. Na boca é elegante, sedoso e persistente, com final médio onde se salientam, de novo, as notas de fruta tropical, alguma querosene e pimenta branca. Servir a 10-12 ºC na companhia de massas com peixe e marisco e carnes brancas. Sugiro a companhia de massa tagliatelle recheada com carne de frango e cebolinho, temperada com especiarias fritas em azeite (pimentão, pimenta, malagueta, cravinho, noz moscada, etc.).

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Valle Pradinhos Rosé

Produtor: Casal de Valle Pradinhos
Casta: Tinta Roriz e Touriga Nacional
Ano de colheita: 2020

Vinho onde se salientam algumas notas florais e de frutos vermelhos e silvestres no aroma, fresco, seco, elegante e cremoso na boca, com final longo e persistente. Um bom parceiro de canelones de presunto e queijo, massa guisada com carne de vaca, e noodles que frango, entre outros. Sirva-o a 10-12 ºC no copo.

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Myndru tinto

Produtor: Herdade da Aldeia de Cima
Casta: Alfrocheiro, Tinta Grossa e Baga
Ano de colheita: 2019

Produzido no sopé da Serra do Mendro, no Alentejo, a partir de três castas de película fina, é um tinto que mostra, no aroma, algum floral que lembra esteva e rosmaninho, e notas de frutos vermelhos, balsâmicas e de barro. Na boca é elegante, com tanino fino, e tem final longo e persistente, com algum amargo que o torna um bom parceiro de esparguete à bolonhesa, lasanha ou carne de vaca guisada com massa. Sirva-o a 18 ºC no copo.

Vinhos e massas | Unibanco

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Por C-Studio / Cofina Media