Portugal em seca extrema: 7 formas inteligentes de poupar água Portugal em seca extrema: 7 formas inteligentes de poupar água

Portugal em seca extrema: 7 formas inteligentes de poupar água

min de leitura

Use a cabeça, não a água! Qualquer pessoa consegue poupar uma centena de litros por dia, sem muito esforço. Basta adotar estas sete medidas.


Publicado em 15-Fev-2022

Nas albufeiras, o nível de água está tão baixo que aldeias inundadas há décadas voltaram a estar visíveis. Quase metade do país está em seca extrema ou severa, a outra metade não está muito melhor e o pior é que este cenário não está a acontecer no pico do verão, mas em pleno inverno, altura em que era suposto a chuva estar a repor os níveis de água. Infelizmente, como alerta o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o início de ano está entre os mais secos e quentes desde que existem registos – e as chuvas recentes não passaram, literalmente, de uma gota de água no deserto.

Portugal em seca extrema: 7 formas inteligentes de poupar água | Unibanco

Portugal prepara-se para enfrentar tempos difíceis, cujas consequências já se sentem, por exemplo, ao nível da geração de energia elétrica, onde o governo proibiu mesmo a sua produção em certas barragens para conseguir preservar uma quota mínima de água. Mais afetada ainda está a agricultura, com muitos produtores, sobretudo mais pequenos, a desistirem mesmo de fazer as sementeiras este ano, por falta de garantias de água para a rega. Horticultores, fruticultores e criadores de gado estão naturalmente apreensivos e a preservação dos recursos hídricos transformou-se numa prioridade nacional para a qual todos podemos – e devemos – dar o nosso contributo.

A verdade é que não é necessário ser ministro do Ambiente, presidente da EDP, autarca ou São Pedro para dar o seu contributo. Qualquer pessoa consegue poupar mais 100 litros de água num dia, sem grande esforço − e se multiplicarmos este valor por milhões de portugueses os resultados serão gigantes. Nas barragens e na conta da água. Vamos então descobrir o que podemos fazer.  

Portugal em seca extrema: 7 formas inteligentes de poupar água | Unibanco

1 Fechar a torneira

Regra número e mais básica. Se não se está a usar a água naquele instante, a torneira não tem porque estar aberta. Sabiam, por exemplo, que com a torneira aberta durante a escovagem dos dentes se perdem uns bons 15 litros de água? Mas se a fecharem durante o processo podem gastar apenas 1 litro? Com três lavagem por dia, uma única pessoa consegue poupar (ou gastar) mais de quarenta litros. A diferença é abissal. Idem para a lavagem de mãos, dos legumes e frutas na cozinha, no banho enquanto se ensaboam, etc.

Portugal em seca extrema: 7 formas inteligentes de poupar água | Unibanco

2 Banhos mais rápidos

Por falar em banho, aqui fica mais um dado interessante: um duche de 10 minutos – uma duração bastante comum – consome aproximadamente 100 litros de água. Todos sabemos como é bom ficar debaixo da água quente, mas ao reduzir esse tempo para metade a poupança é enorme. Basta fazer as contas e multiplicar pelo número de banhos por mês, e pelo número de pessoas em casa para se perceber a diferença. Imaginem agora se 1000, 10 000, 100 000 pessoas fizerem o mesmo.

3 Descargas

Ter autoclismo é muito útil, mas precisamente por isso deve ser utilizado de forma responsável. Idealmente, devia ser um modelo de dupla descarga, para escolher a opção com a quantidade de água necessária, mas se tal não for possível basta colocar uma garrafa de água (ou outra coisa semelhante) para diminuir a quantidade da água no reservatório e, assim, o caudal. O tamanho da garrafa vai obviamente definir a poupança: uma garrafa de litro e meio poupa 1,5 litros por descarga.

Portugal em seca extrema: 7 formas inteligentes de poupar água | Unibanco

4 Eletrodomésticos mais eficientes

As duas máquinas – de lavar loiça e de lavar roupa – são dos maiores consumidores que tem em casa. Por isso é fundamental dar toda a importância à etiqueta energética e optar sempre pela mais bem classificada.  Para mais, as novas etiquetas facilitam bastante essa escolha, e colocam mesmo o consumo médio de água, em litros, nas especificações. Mas há outros fatores a levar em conta, como a existência de programas de meia carga, que consomem muito menos e são especialmente úteis para quem não consegue, com frequência, esperar por uma carga completa para fazer a máquina.

Portugal em seca extrema: 7 formas inteligentes de poupar água | Unibanco

5 As torneiras com redutor de caudal poupam 50%

Quem tem torneiras mais antigas deve forçosamente considerar a instalação de um redutor de caudal. Trata-se de um pequeno aparelho que substitui metade da água por ar, mantendo assim o mesmo caudal, mas com um consumo muito menor. Nem dará pela diferença à saída da torneira, apenas na conta da água. Estes redutores – também se podem chamar emulsores − existem em diferentes tamanhos e feitios, para se adaptarem a qualquer torneira, e a sua instalação é muito simples: geralmente basta enroscar. Também são relativamente baratos (entre os 5 e os 15 euros, embora dependa da marca) pelo que se pagam a si próprios muito rapidamente.

6 Reaproveitar a água

É um dos três R – Reduzir, Reciclar, Reaproveitar − mas neste caso é especialmente pouco aproveitado. E, no entanto, seria muito simples reaproveitar várias águas para outros fins, como por exemplo aproveitar a água que corre no duche, enquanto se espera que aqueça, para usar na sanita ou lavar o terraço. Ou a água que serviu para cozer os vegetais para regar as plantas. Por vezes, poupar água depende apenas de bom planeamento.

Portugal em seca extrema: 7 formas inteligentes de poupar água | Unibanco

7 Evite o desperdício

Regar à chuva parece um desperdício, mas infelizmente é o que fazem demasiadas autarquias espalhadas por esse país fora, incluindo as maiores. Um equivalente mais caseiro será regar quando o sol vai alto, especialmente no verão, porque boa parte dessa água vai evaporar. Outro exemplo é quando os aspersores estão apontados para todo o lado menos para a relva ou para o jardim que é suposto regarem. Nas casas particulares (ou casas de banho públicas) também se encontram demasiadas torneiras ainda que não fecham bem e autoclismos que não vedam. Lembrem-se: é gota a gota que se esvazia uma barragem.

Por C-Studio / Cofina Media